← Todas as aulas
Física · Ensino Médio · Circuitos Elétricos

Circuitos Elétricos

A lâmpada que acende assim que apertamos o interruptor, o chuveiro que esquenta mais no inverno e a conta de luz que chega todo mês dependem de cargas elétricas em movimento. Vamos partir da corrente e da tensão, entender a resistência e a potência, montar circuitos em série e em paralelo e terminar no gerador real e nos cuidados com a eletricidade de casa.

  1. 1Corrente elétrica
  2. 2Tensão e energia
  3. 3Leis de Ohm
  4. 4Potência
  5. 5Série e paralelo
  6. 6Circuitos mistos
  7. 7Gerador e segurança
  8. ✓Desafios
PASSO 1

O que anda dentro de um fio?

Num metal, parte dos elétrons não fica presa a nenhum átomo e passeia livremente pelo material. Chamamos de corrente elétrica o movimento ordenado dessas cargas, e medimos a sua intensidade pela carga que atravessa uma seção do fio a cada segundo.

A unidade de corrente é o ampère, igual a um coulomb por segundo. Cada elétron carrega uma carga minúscula, \(e = 1{,}6 \cdot 10^{-19}\ \text{C}\), e por isso, como podemos conferir dividindo 1 C por \(e\), uma corrente de 1 A corresponde à passagem de mais de seis bilhões de bilhões de elétrons por segundo.

Por uma convenção que vem de antes da descoberta do elétron, o sentido convencional da corrente é aquele em que andariam cargas positivas, do polo positivo para o negativo, por fora da pilha. Mantemos essa convenção até hoje, e os elétrons andam no sentido oposto ao dela.

Algo que talvez surpreenda é a lentidão dos elétrons. Num fio de cobre comum, eles avançam frações de milímetro por segundo, e a lâmpada acende mesmo assim no instante em que apertamos o interruptor, porque o fio já está cheio de elétrons e o sinal que os põe em movimento se propaga quase à velocidade da luz.

\(i = \dfrac{\Delta q}{\Delta t}\)\(\Delta q = n\,e\)\(1\ \text{A} = 1\ \text{C/s}\)\(e = 1{,}6 \cdot 10^{-19}\ \text{C}\) é a carga elementar, o módulo da carga do elétron, e \(n\) é o número de elétrons. Na simulação, a velocidade dos pontos está muito exagerada e cada ponto representa um número enorme de elétrons; a velocidade de deriva é calculada para um fio de cobre de 1 mm².

Para conversar

  • Com o interruptor fechado, observe os elétrons por alguns segundos. Em que sentido eles andam, e para onde aponta a seta da corrente convencional?
  • Zere o contador, ponha a corrente em 2 A e espere uns 10 s. A carga marcada confere com \(i \cdot \Delta t\)?
  • Abra o interruptor. Os elétrons param de se mexer? O que acontece com a corrente?
  • Leve a corrente a 5 A e leia a velocidade de deriva. Aproximadamente quanto tempo um elétron levaria para atravessar um fio de 1 m?
Corrente
Tempo
Carga que atravessou
Elétrons que atravessaram
Velocidade de deriva
Exercícios do passo 1 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Durante 4 s, uma carga de 12 C atravessa uma seção de um fio. Qual é a corrente elétrica no fio?

    Ver resolução
    A corrente é a carga que atravessa a seção dividida pelo tempo, \(i = \dfrac{\Delta q}{\Delta t} = \dfrac{12}{4}\).
    \(i = 3\ \text{A}\)
  2. básico

    Um fio é percorrido por uma corrente de 2 A durante 1 minuto. Quanta carga atravessa uma seção do fio nesse tempo?

    Ver resolução
    Isolando a carga em \(i = \Delta q/\Delta t\), e lembrando que 1 min tem 60 s, temos \(\Delta q = i\,\Delta t = 2 \cdot 60\).
    \(\Delta q = 120\ \text{C}\)
  3. básico

    Num fio de cobre ligado a uma pilha, os elétrons andam do polo negativo para o polo positivo. Qual é o sentido convencional da corrente nesse fio, e por que ele é o oposto do movimento dos elétrons?

    Ver resolução
    O sentido convencional foi escolhido antes da descoberta do elétron, como se a corrente fosse feita de cargas positivas.
    Cargas positivas andariam, por fora da pilha, do polo positivo para o negativo, que é o oposto do que os elétrons fazem.
    Por fora da pilha, a corrente convencional vai do polo positivo para o negativo, contra o movimento dos elétrons, por uma convenção histórica.
  4. básico

    Quantos elétrons, juntos, somam uma carga de 1 C? Use \(e = 1{,}6 \cdot 10^{-19}\ \text{C}\).

    Ver resolução
    Cada elétron carrega \(1{,}6 \cdot 10^{-19}\ \text{C}\), e o número de elétrons é a carga total dividida pela carga de cada um, \(n = \dfrac{\Delta q}{e} = \dfrac{1}{1{,}6 \cdot 10^{-19}}\).
    \(n = 6{,}25 \cdot 10^{18}\) elétrons
  5. médio

    Uma corrente de 0,32 A percorre um fio durante 10 s. Quantos elétrons atravessam uma seção do fio nesse intervalo? Use \(e = 1{,}6 \cdot 10^{-19}\ \text{C}\).

    Ver resolução
    A carga que passa é \(\Delta q = i\,\Delta t = 0{,}32 \cdot 10 = 3{,}2\ \text{C}\).
    Dividindo pela carga de um elétron, \(n = \dfrac{3{,}2}{1{,}6 \cdot 10^{-19}}\).
    \(n = 2{,}0 \cdot 10^{19}\) elétrons
  6. médio

    Num fio de cobre, os elétrons avançam, em média, menos de um milímetro por segundo. Por que, então, a lâmpada da sala acende praticamente no instante em que apertamos o interruptor, a vários metros dela?

    Ver resolução
    O fio já está cheio de elétrons livres antes de ligarmos o interruptor, inclusive dentro da lâmpada.
    Quando fechamos o circuito, o que viaja pelo fio é o sinal elétrico, quase à velocidade da luz, e os elétrons do circuito inteiro começam a andar praticamente juntos.
    É como uma mangueira já cheia de água, em que a água sai na ponta assim que abrimos a torneira.
    A lâmpada acende logo porque o sinal se propaga muito rápido, ainda que cada elétron ande devagar.
  7. médio

    A corrente num aparelho vale 4 A durante 5 s e, depois, cai de modo uniforme até zero nos 2 s seguintes. Qual é a carga total que atravessou o aparelho?

    Ver resolução
    Num gráfico de \(i\) contra \(t\), a carga é a área sob a curva.
    Nos primeiros 5 s a área é um retângulo, \(4 \cdot 5 = 20\ \text{C}\), e na queda é um triângulo, \(\dfrac{4 \cdot 2}{2} = 4\ \text{C}\).
    Somando as duas partes, \(\Delta q = 20 + 4\).
    \(\Delta q = 24\ \text{C}\)
  8. médio

    A bateria de um celular traz a indicação 4000 mAh. Quanta carga, em coulombs, ela entrega até se esgotar? Se o aparelho consome, em média, 0,25 A, quanto tempo a carga dura?

    Ver resolução
    O miliampère-hora é uma unidade de carga, e \(4000\ \text{mAh} = 4\ \text{A} \cdot 3600\ \text{s}\).
    Com 0,25 A de consumo médio, \(\Delta t = \dfrac{\Delta q}{i} = \dfrac{4\ \text{Ah}}{0{,}25\ \text{A}}\).
    A bateria guarda 14 400 C e dura cerca de 16 h.
  9. desafio

    Um fio de cobre de \(1\ \text{mm}^2\) de seção é percorrido por 2 A. O cobre tem cerca de \(8{,}5 \cdot 10^{28}\) elétrons livres por metro cúbico. Mostre que \(i = n\,e\,A\,v\), em que \(v\) é a velocidade média de avanço dos elétrons, e calcule \(v\). Quanto tempo um elétron levaria para percorrer 1 m de fio? Use \(e = 1{,}6 \cdot 10^{-19}\ \text{C}\).

    Ver resolução
    Em \(\Delta t\), atravessam a seção os elétrons contidos num cilindro de comprimento \(v\,\Delta t\), que são \(n\,A\,v\,\Delta t\). A carga deles dividida por \(\Delta t\) dá \(i = n\,e\,A\,v\).
    Com \(A = 10^{-6}\ \text{m}^2\), o produto \(n\,e\,A\) \(= 8{,}5 \cdot 10^{28} \cdot 1{,}6 \cdot 10^{-19} \cdot 10^{-6}\) \(\approx 1{,}36 \cdot 10^4\ \text{C/m}\), e \(v = \dfrac{i}{n\,e\,A} = \dfrac{2}{1{,}36 \cdot 10^4}\) \(\approx 1{,}5 \cdot 10^{-4}\ \text{m/s}\).
    Para percorrer 1 m, o elétron leva \(\dfrac{1}{1{,}5 \cdot 10^{-4}} \approx 6800\ \text{s}\).
    \(v \approx 0{,}15\ \text{mm/s}\), e o elétron levaria quase 2 horas para andar 1 m.
  10. desafio

    Numa solução de água com sal, a corrente é feita de íons. Em 2 s, \(3 \cdot 10^{18}\) íons de sódio (carga \(+e\)) atravessam uma seção da solução para a direita e \(3 \cdot 10^{18}\) íons de cloro (carga \(-e\)) atravessam a mesma seção para a esquerda. Qual é a corrente, e em que sentido? Use \(e = 1{,}6 \cdot 10^{-19}\ \text{C}\).

    Ver resolução
    Carga negativa andando para a esquerda equivale, para a corrente, a carga positiva andando para a direita, e as duas contribuições se somam.
    A carga transportada é \(\Delta q = 6 \cdot 10^{18} \cdot 1{,}6 \cdot 10^{-19}\) \(= 0{,}96\ \text{C}\), e \(i = \dfrac{0{,}96}{2}\).
    \(i = 0{,}48\ \text{A}\), para a direita, o sentido em que andam os íons positivos.
PASSO 2

Quanta energia cada carga carrega?

Podemos pensar na pilha como algo que empurra as cargas que já estão no circuito e entrega a cada uma delas certa quantidade de energia, que elas repassam à lâmpada, ao motor ou ao resistor por onde passam.

Chamamos de tensão, ou diferença de potencial (ddp), a energia que cada coulomb ganha ou perde entre dois pontos. Uma pilha de 1,5 V dá 1,5 J a cada coulomb, e as tomadas de casa, no Brasil, têm 127 V ou 220 V, conforme a região e o circuito.

Para ganhar intuição, podemos pensar no circuito como um sistema de água. A pilha seria uma bomba que mantém um desnível, a corrente seria a vazão e a lâmpada, uma roda-d'água movida pela queda.

Esse modelo talvez ajude a imaginar o que acontece no fio, e a simulação mostra também um caso em que ele falha, o que nos lembra de que ele é só uma analogia.

\(U = \dfrac{E}{q}\)\(E = q\,U\)\(1\ \text{V} = 1\ \text{J/C}\)Na simulação, a lâmpada é tratada como um resistor de \(6\ \Omega\) que não muda com o aquecimento, uma simplificação que vamos discutir no passo 3. No modelo da água, o desnível é proporcional à tensão.

Para conversar

  • Comece com uma pilha e passe para três. O que acontece com o desnível da água, com a corrente e com o brilho da lâmpada?
  • Abra a chave. A pilha parece perder a tensão quando a corrente para? Compare com o registro fechado no modelo da água.
  • Clique em "Cortar o fio e o cano" e compare os dois lados. Em que ponto o modelo da água deixa de descrever o circuito?
  • Com 12 V, quantos joules a lâmpada recebe a cada segundo? Confira com a leitura de potência.
Tensão
Corrente
Energia por coulomb
Potência na lâmpada
Energia em 1 minuto
Exercícios do passo 2 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Uma pilha comum tem tensão de 1,5 V. Quanta energia ela fornece a cada coulomb que passa por ela? E a uma carga de 20 C?

    Ver resolução
    A tensão é a energia por unidade de carga, e 1,5 V significa 1,5 J para cada coulomb.
    Para 20 C, \(E = q\,U = 20 \cdot 1{,}5\).
    1,5 J por coulomb, e 30 J para os 20 C.
  2. básico

    A bateria de 12 V de um carro faz passar 300 C pelo motor de arranque durante a partida. Quanta energia elétrica a bateria entrega ao motor?

    Ver resolução
    Cada coulomb leva 12 J, e a energia total é \(E = q\,U = 300 \cdot 12\).
    \(E = 3600\ \text{J}\)
  3. básico

    Um passarinho pousa num fio de alta tensão desencapado e nada lhe acontece. Por quê?

    Ver resolução
    Para que haja corrente pelo corpo do passarinho, é preciso uma diferença de potencial entre os dois pés.
    Os dois pés estão no mesmo fio, a poucos centímetros um do outro, e a ddp entre eles é praticamente zero.
    Sem ddp entre os pés, praticamente não passa corrente pelo corpo do passarinho.
  4. básico

    Três pilhas de 1,5 V são ligadas em série, com o polo positivo de uma encostado no negativo da seguinte, como numa lanterna. Qual é a tensão do conjunto? E se uma delas for colocada invertida?

    Ver resolução
    Em série, as tensões se somam, \(1{,}5 + 1{,}5 + 1{,}5 = 4{,}5\ \text{V}\).
    A pilha invertida passa a subtrair a sua tensão, \(1{,}5 + 1{,}5 - 1{,}5 = 1{,}5\ \text{V}\).
    4,5 V com as três bem colocadas e só 1,5 V com uma invertida.
  5. médio

    Na analogia hidráulica de um circuito, a que correspondem a pilha, a corrente, a tensão e a resistência? Dê um exemplo de situação em que a analogia falha.

    Ver resolução
    A pilha faz o papel da bomba, que eleva a água, e a tensão corresponde ao desnível, ou à diferença de pressão, que a bomba mantém.
    A corrente corresponde à vazão, e a resistência, a um trecho estreito do cano que dificulta a passagem.
    A analogia falha quando cortamos o circuito, porque um cano cortado derrama água, enquanto um fio cortado não derrama elétrons, e a corrente simplesmente para no circuito inteiro.
  6. médio

    A bateria de um celular tem 3,8 V e 4000 mAh. Quanta energia ela armazena, em joules?

    Ver resolução
    A carga é \(q = 4\ \text{A} \cdot 3600\ \text{s} = 14\,400\ \text{C}\).
    Cada coulomb leva 3,8 J, e \(E = q\,U = 14\,400 \cdot 3{,}8\).
    \(E \approx 5{,}5 \cdot 10^4\ \text{J}\), cerca de 55 kJ.
  7. médio

    Um elétron é acelerado do repouso por uma ddp de 100 V, como acontecia nos antigos televisores de tubo. Quanta energia cinética ele ganha? Use \(e = 1{,}6 \cdot 10^{-19}\ \text{C}\).

    Ver resolução
    A energia que a carga recebe é \(E = q\,U = 1{,}6 \cdot 10^{-19} \cdot 100\).
    \(E = 1{,}6 \cdot 10^{-17}\ \text{J}\)
  8. médio

    Uma tomada de 220 V e outra de 127 V alimentam aparelhos diferentes. Se passar a mesma carga de 50 C por um aparelho em cada tomada, qual deles recebe mais energia, e quanto a mais?

    Ver resolução
    A energia é \(E = q\,U\). Na tomada de 220 V, \(E = 50 \cdot 220 = 11\,000\ \text{J}\), e na de 127 V, \(E = 50 \cdot 127 = 6350\ \text{J}\).
    A diferença é \(11\,000 - 6350\).
    O aparelho em 220 V recebe 4650 J a mais.
  9. desafio

    Uma pilha AA de 1,5 V entrega, ao longo da vida, uma carga de cerca de 2500 mAh e custa R$ 4,00. Quanta energia ela fornece, e quanto custaria o quilowatt-hora comprado em pilhas? Compare com a tarifa da tomada, que tomamos como R$ 0,80 por kWh. Lembre que \(1\ \text{kWh} = 3{,}6 \cdot 10^6\ \text{J}\).

    Ver resolução
    A carga é \(q = 2{,}5 \cdot 3600 = 9000\ \text{C}\), e a energia, \(E = 9000 \cdot 1{,}5 = 13\,500\ \text{J}\).
    Em quilowatts-hora, \(\dfrac{13\,500}{3{,}6 \cdot 10^6} = 3{,}75 \cdot 10^{-3}\ \text{kWh}\).
    O preço por kWh é o preço da pilha dividido por essa energia, \(\dfrac{4{,}00}{3{,}75 \cdot 10^{-3}}\) reais.
    O kWh em pilhas sai por cerca de R$ 1067, umas 1300 vezes a tarifa da tomada.
  10. desafio

    Num raio, uma carga de 20 C atravessa uma ddp estimada em \(1 \cdot 10^8\ \text{V}\). Quanta energia é liberada? Por quantos meses ela abasteceria uma casa que consome 150 kWh por mês? Use \(1\ \text{kWh} = 3{,}6 \cdot 10^6\ \text{J}\).

    Ver resolução
    A energia é \(E = q\,U = 20 \cdot 10^8 = 2 \cdot 10^9\ \text{J}\).
    Em quilowatts-hora, \(\dfrac{2 \cdot 10^9}{3{,}6 \cdot 10^6} \approx 556\ \text{kWh}\), e \(\dfrac{556}{150} \approx 3{,}7\).
    Cerca de \(2 \cdot 10^9\ \text{J}\), o consumo da casa por uns 3,7 meses.
PASSO 3

O que dificulta a passagem da corrente?

Ao atravessar um material, os elétrons colidem com os átomos da rede e perdem parte da energia que receberam. A resistência elétrica mede essa dificuldade, e a definimos por \(R = U/i\), em ohms (Ω).

Em muitos condutores mantidos à mesma temperatura, a corrente cresce aproximadamente na mesma proporção da tensão e \(R\) fica praticamente constante. Esses são os condutores ôhmicos, que obedecem à primeira lei de Ohm, \(U = R\,i\), e cujo gráfico \(U \times i\) é uma reta que passa pela origem.

\(U = R\,i\)\(R = \rho\,\dfrac{L}{A}\)\(\rho\) é a resistividade, em Ω·m: cobre \(1{,}7 \cdot 10^{-8}\), alumínio \(2{,}8 \cdot 10^{-8}\), ferro \(1{,}0 \cdot 10^{-7}\) e níquel-cromo \(1{,}1 \cdot 10^{-6}\). A área entra em m², com \(1\ \text{mm}^2 = 10^{-6}\ \text{m}^2\). A lâmpada da simulação segue um modelo simples, \(U = 4\,i + 80\,i^3\), que passa pelos 12 V com 0,5 A de uma lâmpada de painel.

A segunda lei de Ohm diz do que depende a resistência de um fio. Ela cresce com o comprimento, diminui com a área da seção e depende do material por meio da resistividade \(\rho\). Isso explica por que usamos no chuveiro fios bem mais grossos que os de um abajur.

A lâmpada incandescente é o exemplo clássico de condutor não ôhmico. O filamento de tungstênio esquenta muito, a resistência dele cresce com a temperatura, e o gráfico \(U \times i\) se curva. Com correntes pequenas o filamento quase não esquenta, e o começo da curva parece uma reta.

Para conversar

  • Guarde a reta do fio, dobre o comprimento e guarde a nova reta. Como mudou a inclinação, e o que isso diz sobre \(R\)?
  • Com o comprimento fixo, aumente a área da seção. Com a mesma tensão, a corrente cresce ou diminui?
  • Troque o níquel-cromo pelo cobre sem mexer nas medidas. Por que usamos cobre nos fios de casa e níquel-cromo nas resistências de aquecedores?
  • Troque o fio pela lâmpada e mude a tensão aos poucos. A razão \(U/i\) fica constante, como no fio?
Resistividade
Resistência
Tensão
Corrente
Razão U/i
Exercícios do passo 3 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Um resistor de \(20\ \Omega\) é percorrido por uma corrente de 2 A. Qual é a tensão entre os seus terminais?

    Ver resolução
    Pela primeira lei de Ohm, \(U = R\,i = 20 \cdot 2\).
    \(U = 40\ \text{V}\)
  2. básico

    Uma lâmpada ligada em 127 V é percorrida por 0,5 A. Qual é a resistência do filamento aceso?

    Ver resolução
    Isolando \(R\) em \(U = R\,i\), temos \(R = \dfrac{U}{i} = \dfrac{127}{0{,}5}\).
    \(R = 254\ \Omega\)
  3. básico

    Um fio tem resistência \(R\). Outro fio, do mesmo material, tem o dobro do comprimento e o dobro da área da seção. Qual é a resistência do segundo fio?

    Ver resolução
    Pela segunda lei de Ohm, \(R = \rho\,\dfrac{L}{A}\), e dobrar \(L\) dobra \(R\), enquanto dobrar \(A\) reduz \(R\) à metade.
    Os dois efeitos se compensam, \(R^{\prime} = \rho\,\dfrac{2L}{2A}\).
    A resistência continua igual a \(R\).
  4. básico

    Qual é a resistência de 10 m de fio de cobre com seção de \(1\ \text{mm}^2\)? A resistividade do cobre é \(1{,}7 \cdot 10^{-8}\ \Omega \cdot \text{m}\).

    Ver resolução
    Passamos a área para metros quadrados, \(1\ \text{mm}^2 = 10^{-6}\ \text{m}^2\), e usamos \(R = \rho\,\dfrac{L}{A} = 1{,}7 \cdot 10^{-8} \cdot \dfrac{10}{10^{-6}}\).
    \(R = 0{,}17\ \Omega\)
  5. médio

    No gráfico \(U \times i\) de um resistor ôhmico, a reta passa pela origem e pelo ponto (0,5 A; 6 V). Qual é a resistência, e qual será a corrente quando a tensão for de 18 V?

    Ver resolução
    Num resistor ôhmico, \(R = \dfrac{U}{i}\) é a inclinação da reta, \(R = \dfrac{6}{0{,}5}\).
    Com 18 V, a corrente é \(i = \dfrac{18}{R}\).
    \(R = 12\ \Omega\) e \(i = 1{,}5\ \text{A}\)
  6. médio

    Uma lâmpada incandescente de 60 W, ligada em 127 V, é percorrida por cerca de 0,47 A. Com a lâmpada fria, um ohmímetro mede cerca de \(20\ \Omega\). Calcule a resistência com a lâmpada acesa e explique a diferença. A lâmpada é um resistor ôhmico?

    Ver resolução
    Acesa, \(R = \dfrac{U}{i} = \dfrac{127}{0{,}47} \approx 270\ \Omega\), mais de dez vezes o valor medido a frio.
    O filamento de tungstênio chega a temperaturas de mais de 2000 °C, e a resistividade do metal cresce muito com a temperatura.
    Como \(U/i\) muda conforme a corrente, o gráfico \(U \times i\) da lâmpada é uma curva.
    A lâmpada não é ôhmica, porque a resistência do filamento cresce com o aquecimento.
  7. médio

    Um fio é esticado até ficar com o dobro do comprimento, sem perder material, de modo que o volume se mantém. O que acontece com a sua resistência?

    Ver resolução
    Com o volume \(L\,A\) constante, dobrar o comprimento reduz a área à metade.
    Então \(R^{\prime} = \rho\,\dfrac{2L}{A/2} = 4\,\rho\,\dfrac{L}{A}\).
    A resistência fica quatro vezes maior.
  8. médio

    Queremos fazer um resistor de \(22\ \Omega\) com fio de níquel-cromo de \(0{,}5\ \text{mm}^2\) de seção. A resistividade do níquel-cromo é \(1{,}1 \cdot 10^{-6}\ \Omega \cdot \text{m}\). Que comprimento de fio precisamos?

    Ver resolução
    Isolando o comprimento em \(R = \rho\,L/A\), temos \(L = \dfrac{R\,A}{\rho} = \dfrac{22 \cdot 0{,}5 \cdot 10^{-6}}{1{,}1 \cdot 10^{-6}}\).
    \(L = 10\ \text{m}\)
  9. desafio

    Dois fios, A e B, são do mesmo material. O fio B tem o dobro do comprimento e o dobro do diâmetro do fio A. Ligados um de cada vez à mesma pilha, qual deles conduz mais corrente, e quantas vezes mais?

    Ver resolução
    A área cresce com o quadrado do diâmetro, e o fio B tem \(A_B = 4\,A_A\).
    Assim, \(R_B = \rho\,\dfrac{2L}{4A} = \dfrac{R_A}{2}\).
    Com a mesma tensão, \(i = U/R\), e a corrente é inversamente proporcional à resistência.
    O fio B conduz o dobro da corrente do fio A.
  10. desafio

    Medimos tensão e corrente numa lamparina de painel e obtivemos a tabela abaixo. A lâmpada é ôhmica? Calcule \(U/i\) com 2 V e com 12 V.
    U (V): 2 · 4 · 6 · 12
    i (A): 0,20 · 0,30 · 0,36 · 0,50

    Ver resolução
    As razões são \(\dfrac{2}{0{,}20} = 10\ \Omega\), \(\dfrac{4}{0{,}30} \approx 13{,}3\ \Omega\), \(\dfrac{6}{0{,}36} \approx 16{,}7\ \Omega\) e \(\dfrac{12}{0{,}50} = 24\ \Omega\).
    Se a lâmpada fosse ôhmica, a razão seria a mesma em todas as linhas, e os pontos do gráfico ficariam numa reta pela origem.
    A lâmpada não é ôhmica, porque \(U/i\) cresce junto com a tensão.
PASSO 4

O que a conta de luz cobra?

A potência de um aparelho é a energia que ele recebe por segundo. Cada coulomb entrega \(U\) joules e passam \(i\) coulombs por segundo, de modo que \(P = U\,i\), em watts. Combinando com a lei de Ohm, chegamos às formas \(R\,i^2\) e \(U^2/R\), que convém ter à mão.

Num resistor, toda essa energia vira calor, o efeito Joule, que aquece o chuveiro, o ferro de passar e a torradeira. No chuveiro há uma curiosidade, porque na posição inverno ele usa um trecho menor do fio, de resistência menor, e com a tensão da tomada fixa a potência \(U^2/R\) fica maior.

A companhia de energia cobra pela energia consumida. Medimos essa energia em quilowatt-hora, a energia de um aparelho de 1000 W ligado durante uma hora, que equivale a \(3{,}6 \cdot 10^6\ \text{J}\). Um aparelho potente ligado por poucos minutos pode, por isso, custar menos que um aparelho fraco ligado o dia inteiro.

\(P = U\,i = R\,i^2 = \dfrac{U^2}{R}\)\(E = P\,\Delta t\)\(1\ \text{kWh} = 3{,}6 \cdot 10^6\ \text{J}\)Tomamos a tarifa como R$ 0,80 por kWh, um valor aproximado, que muda conforme a distribuidora, os impostos e a bandeira tarifária. Na simulação, o chuveiro é de 220 V, e a geladeira aparece com a potência média ao longo do dia, já que o motor liga e desliga.

Para conversar

  • Passe o chuveiro de inverno para verão e compare a resistência e a potência. Qual das duas posições usa o fio mais curto?
  • Desligue o chuveiro e veja qual aparelho passa a pesar mais. Por que a geladeira, de potência pequena, parece cara?
  • Reduza o banho de 40 para 20 minutos por dia. Quanto a família economiza em 30 dias, em kWh e em reais?
  • Ligue o micro-ondas e o ferro, de potência alta, e compare o que eles custam com o que custa a TV, ligada por mais tempo.
Potência do chuveiro
Resistência do chuveiro
Corrente do chuveiro
Energia no período
Custo
Em joules
Exercícios do passo 4 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Uma lâmpada LED de 9 W fica acesa 5 horas por dia durante 30 dias. Quanta energia ela consome, em kWh?

    Ver resolução
    A energia é a potência vezes o tempo, \(E = P\,\Delta t = 9\ \text{W} \cdot 150\ \text{h}\) \(= 1350\ \text{Wh}\).
    \(E = 1{,}35\ \text{kWh}\)
  2. básico

    Um chuveiro de 5500 W é ligado em 220 V. Qual é a corrente que o percorre?

    Ver resolução
    Da relação \(P = U\,i\), temos \(i = \dfrac{P}{U} = \dfrac{5500}{220}\).
    \(i = 25\ \text{A}\)
  3. básico

    Na posição "inverno", o chuveiro esquenta mais a água. Na tomada, a tensão é a mesma nas duas posições. A resistência em uso no inverno é maior ou menor que no verão?

    Ver resolução
    Com a tensão fixa, a potência é \(P = \dfrac{U^2}{R}\), e uma resistência menor dá uma potência maior.
    Na posição inverno, a chave liga só um trecho do fio resistivo, mais curto, e a corrente aumenta.
    A resistência do inverno é menor que a do verão.
  4. básico

    Um forno elétrico de 2000 W funciona durante 30 minutos. Quanta energia ele consome, em kWh, e quanto isso custa com a tarifa de R$ 0,80 por kWh?

    Ver resolução
    Em quilowatts e horas, \(E = 2\ \text{kW} \cdot 0{,}5\ \text{h} = 1\ \text{kWh}\).
    O custo é \(1 \cdot 0{,}80\) reais.
    1 kWh, que custa R$ 0,80.
  5. médio

    Um chuveiro de 220 V tem potência de 2200 W na posição verão e de 4400 W na posição inverno. Qual é a resistência em cada posição?

    Ver resolução
    De \(P = U^2/R\), temos \(R = \dfrac{U^2}{P}\). No verão, \(R = \dfrac{220^2}{2200}\), e no inverno, \(R = \dfrac{220^2}{4400}\).
    \(22\ \Omega\) no verão e \(11\ \Omega\) no inverno, metade da resistência para o dobro da potência.
  6. médio

    Um resistor de \(10\ \Omega\) é percorrido por 3 A. Qual é a potência dissipada, e quanto calor ele libera em 1 minuto?

    Ver resolução
    Pelo efeito Joule, \(P = R\,i^2 = 10 \cdot 3^2\).
    Em 60 s, o calor liberado é \(E = P\,\Delta t\).
    \(P = 90\ \text{W}\) e \(5400\ \text{J}\) de calor por minuto.
  7. médio

    Um secador de cabelo de 1000 W foi feito para 127 V e é ligado, por engano, numa tomada de 220 V. Supondo que a resistência não mude, qual passa a ser a potência, e o que provavelmente acontece com o secador?

    Ver resolução
    Com \(R\) fixo, \(P = U^2/R\) cresce com o quadrado da tensão, \(\dfrac{P^{\prime}}{P} = \left(\dfrac{220}{127}\right)^2 \approx 3{,}0\).
    O secador passaria a dissipar cerca de \(3 \cdot 1000\ \text{W}\), três vezes o previsto no projeto.
    Cerca de 3000 W, e o secador tende a superaquecer e queimar.
  8. médio

    Uma família troca 10 lâmpadas incandescentes de 60 W por lâmpadas LED de 8 W, que iluminam mais ou menos o mesmo. As lâmpadas ficam acesas 5 h por dia. Quanto a família economiza em 30 dias, em kWh e em reais, com a tarifa de R$ 0,80 por kWh?

    Ver resolução
    Cada troca economiza \(60 - 8 = 52\ \text{W}\), e as dez juntas, 520 W.
    Em 30 dias de 5 h, são 150 h, e \(E = 0{,}52\ \text{kW} \cdot 150\ \text{h}\).
    Em reais, o custo é essa energia vezes R$ 0,80.
    78 kWh por mês, ou R$ 62,40.
  9. desafio

    Uma chaleira elétrica de 2000 W aquece 1 L de água de 20 °C até 100 °C. Supondo que toda a energia elétrica vire calor na água, quanto tempo isso leva? Use o calor específico da água, \(4{,}2\ \text{J/(g} \cdot {}^\circ\text{C)}\), e a massa de 1000 g.

    Ver resolução
    O calor necessário é \(Q = m\,c\,\Delta T = 1000 \cdot 4{,}2 \cdot 80\) \(= 336\,000\ \text{J}\).
    Com \(P = Q/\Delta t\), temos \(\Delta t = \dfrac{336\,000}{2000}\).
    168 s, cerca de 2,8 minutos. Numa chaleira real, parte do calor escapa, e o tempo tende a ser um pouco maior.
  10. desafio

    O fio resistivo de um chuveiro de 220 V, na posição inverno, tem \(11\ \Omega\). Alguém corta um quarto do comprimento do fio, achando que o banho vai ficar mais quente. Qual passa a ser a potência e a corrente? O disjuntor do circuito é de 25 A.

    Ver resolução
    Pela segunda lei de Ohm, a resistência cai na mesma proporção do comprimento, \(R^{\prime} = \dfrac{3}{4} \cdot 11 = 8{,}25\ \Omega\).
    A potência fica \(P = \dfrac{220^2}{8{,}25}\), e a corrente, \(i = \dfrac{220}{8{,}25}\).
    O banho esquenta mais, com cerca de 5900 W, mas a corrente de 26,7 A passa dos 25 A do disjuntor, que deve desarmar.
PASSO 5

Um caminho só ou vários caminhos?

Quando ligamos resistores um depois do outro, num caminho único, dizemos que estão em série. A corrente é a mesma em todos, a tensão da fonte se divide entre eles e a resistência equivalente é a soma das resistências.

Em paralelo, os resistores ficam ligados aos mesmos dois pontos, cada um com o seu próprio caminho. Todos recebem a mesma tensão, as correntes dos ramos se somam e a resistência equivalente fica menor que a menor delas, já que cada ramo novo abre mais uma passagem para a corrente.

As tomadas e as lâmpadas de casa estão em paralelo, e por isso cada aparelho recebe os 127 V ou 220 V da rede e funciona por conta própria. Os pisca-piscas antigos ligavam as lâmpadas em série, e bastava uma queimar para o enfeite inteiro apagar, e talvez você já tenha visto alguém testar lâmpada por lâmpada à procura da culpada.

\(R_{eq} = R_1 + R_2 + \dots\)\(\dfrac{1}{R_{eq}} = \dfrac{1}{R_1} + \dfrac{1}{R_2} + \dots\)\(R_{eq} = \dfrac{R_1\,R_2}{R_1 + R_2}\)A primeira fórmula vale em série, as outras duas em paralelo (a última, para dois resistores). Na simulação, a fonte tem 12 V, as lâmpadas L2 e L3 têm \(12\ \Omega\) e supomos que as resistências não mudam com o aquecimento. O brilho acompanha a potência de cada lâmpada.

Para conversar

  • Em série, com três lâmpadas iguais, compare o brilho com o de uma lâmpada sozinha. Depois passe para paralelo.
  • Queime a lâmpada L2 em cada uma das ligações. Por que o resultado é tão diferente?
  • Em série, aumente a resistência de L1. Ela brilha mais ou menos que as outras? E em paralelo?
  • Passe de duas para três lâmpadas em paralelo e acompanhe a corrente na pilha. O que isso pode sugerir sobre ligar muitos aparelhos no mesmo circuito?
Resistência equivalente
Corrente na pilha
Potência total
Potência em L1
Potência em L2
Potência em L3
Exercícios do passo 5 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Três resistores, de \(2\ \Omega\), \(3\ \Omega\) e \(5\ \Omega\), são ligados em série a uma fonte de 20 V. Qual é a resistência equivalente e qual é a corrente?

    Ver resolução
    Em série, as resistências se somam, \(R_{eq} = 2 + 3 + 5\).
    A corrente é a mesma em todos e vale \(i = \dfrac{U}{R_{eq}}\).
    \(R_{eq} = 10\ \Omega\) e \(i = 2\ \text{A}\)
  2. básico

    Qual é a resistência equivalente de dois resistores de \(6\ \Omega\) em paralelo? E de um resistor de \(12\ \Omega\) em paralelo com um de \(6\ \Omega\)?

    Ver resolução
    Para dois resistores em paralelo, \(R_{eq} = \dfrac{R_1\,R_2}{R_1 + R_2}\). No primeiro caso, \(R_{eq} = \dfrac{6 \cdot 6}{12}\), e no segundo, \(R_{eq} = \dfrac{12 \cdot 6}{18}\).
    \(3\ \Omega\) e \(4\ \Omega\), sempre menos que o menor dos resistores.
  3. básico

    Por que as tomadas e as lâmpadas de uma casa são ligadas em paralelo, e não em série?

    Ver resolução
    Em paralelo, cada aparelho fica ligado diretamente aos dois fios da rede e recebe a tensão inteira, 127 V ou 220 V.
    Assim, desligar ou queimar um aparelho não interrompe os outros, que continuam funcionando de forma independente.
  4. básico

    Num pisca-pisca antigo, as lâmpadas estão em série. Por que, quando uma delas queima, o enfeite inteiro apaga?

    Ver resolução
    Em série, existe um único caminho para a corrente, que passa por todas as lâmpadas.
    A lâmpada queimada abre esse caminho, e a corrente se anula em todo o circuito.
    Com o caminho único interrompido, nenhuma lâmpada recebe corrente.
  5. médio

    Duas lâmpadas, de \(20\ \Omega\) e \(40\ \Omega\), estão em série numa fonte de 12 V. Calcule a corrente, a tensão e a potência em cada uma. Qual brilha mais? Suponha resistências constantes.

    Ver resolução
    A resistência equivalente é \(60\ \Omega\), e \(i = \dfrac{12}{60} = 0{,}2\ \text{A}\) nas duas.
    As tensões são \(U_1 = 20 \cdot 0{,}2 = 4\ \text{V}\) e \(U_2 = 40 \cdot 0{,}2 = 8\ \text{V}\), e as potências, \(P_1 = 4 \cdot 0{,}2 = 0{,}8\ \text{W}\) e \(P_2 = 8 \cdot 0{,}2 = 1{,}6\ \text{W}\).
    Em série, a lâmpada de \(40\ \Omega\) brilha mais, com o dobro da potência.
  6. médio

    As mesmas lâmpadas, de \(20\ \Omega\) e \(40\ \Omega\), são agora ligadas em paralelo na fonte de 12 V. Calcule a corrente e a potência em cada uma, a corrente total e a resistência equivalente.

    Ver resolução
    Em paralelo, as duas recebem 12 V. As correntes são \(i_1 = \dfrac{12}{20} = 0{,}6\ \text{A}\) e \(i_2 = \dfrac{12}{40} = 0{,}3\ \text{A}\), e as potências, \(P_1 = 12 \cdot 0{,}6 = 7{,}2\ \text{W}\) e \(P_2 = 12 \cdot 0{,}3 = 3{,}6\ \text{W}\).
    A corrente total é a soma \(0{,}6 + 0{,}3\), e \(R_{eq} = \dfrac{20 \cdot 40}{60}\).
    Agora a lâmpada de \(20\ \Omega\) brilha mais, com corrente total de 0,9 A e \(R_{eq} \approx 13{,}3\ \Omega\).
  7. médio

    Um pisca-pisca tem 50 lâmpadas iguais, de \(10\ \Omega\) cada, ligadas em série numa tomada de 127 V. Qual é a tensão em cada lâmpada e qual é a corrente?

    Ver resolução
    A tensão se divide igualmente entre as lâmpadas iguais, \(U_1 = \dfrac{127}{50} = 2{,}54\ \text{V}\).
    A resistência equivalente é \(50 \cdot 10 = 500\ \Omega\), e \(i = \dfrac{127}{500}\).
    2,54 V em cada lâmpada e \(i = 0{,}254\ \text{A}\)
  8. médio

    Três resistores iguais, de \(30\ \Omega\), podem ser ligados todos em série ou todos em paralelo. Qual é a resistência equivalente em cada caso, e qual é a razão entre elas?

    Ver resolução
    Em série, \(R_{eq} = 3 \cdot 30\). Em paralelo, \(\dfrac{1}{R_{eq}} = \dfrac{3}{30}\).
    \(90\ \Omega\) e \(10\ \Omega\), nove vezes menos em paralelo.
  9. desafio

    Num circuito de 127 V protegido por um disjuntor de 20 A, estão ligados ao mesmo tempo um micro-ondas de 1270 W e uma chaleira de 1016 W. Alguém liga também um secador de 635 W. O disjuntor desarma?

    Ver resolução
    Os aparelhos estão em paralelo, e as correntes se somam. Com \(i = P/U\), o micro-ondas puxa \(\dfrac{1270}{127} = 10\ \text{A}\), a chaleira, \(\dfrac{1016}{127} = 8\ \text{A}\), e o secador, \(\dfrac{635}{127} = 5\ \text{A}\).
    A corrente total no circuito é a soma \(10 + 8 + 5\).
    O disjuntor desarma, porque 23 A passam do limite de 20 A.
  10. desafio

    Uma lâmpada de "127 V · 100 W" e outra de "127 V · 25 W" são ligadas em série numa tomada de 127 V. Supondo resistências constantes, qual delas brilha mais? Calcule as potências.

    Ver resolução
    As resistências saem de \(R = U^2/P\), \(R_1 = \dfrac{127^2}{100} \approx 161\ \Omega\) e \(R_2 = \dfrac{127^2}{25} \approx 645\ \Omega\).
    Em série, \(i = \dfrac{127}{161 + 645} \approx 0{,}157\ \text{A}\), e \(P = R\,i^2\) dá \(P_1 \approx 161 \cdot 0{,}157^2\) e \(P_2 \approx 645 \cdot 0{,}157^2\).
    A lâmpada de 25 W brilha mais, com cerca de 16 W contra 4 W da outra. Num filamento real, frio e com resistência menor, esses números mudariam um pouco.
PASSO 6

Montar, resolver e medir um circuito

Muitos circuitos misturam trechos em série e em paralelo. Para resolvê-los, vamos trocando cada grupo simples pela sua resistência equivalente, de dentro para fora, até sobrar um único resistor. Com ele achamos a corrente da fonte e, voltando pelo mesmo caminho, as tensões e as correntes de cada trecho.

O amperímetro mede corrente e precisa ser atravessado por ela, e por isso entra em série. Um bom amperímetro tem resistência quase nula, para não mudar a corrente que pretende medir.

\(R_{eq} = R_1 + \dfrac{R_2\,R_3}{R_2 + R_3}\)\(i = \dfrac{U}{R_{eq}}\)\(U_p = R_p\,i\)\(R_p\) é a resistência do paralelo de \(R_2\) e \(R_3\), e \(U_p\), a tensão sobre ele. A fonte da simulação é ideal, com 12 V, e o fusível queima acima de 5 A. Supomos os medidores ideais, com o amperímetro de resistência zero e o voltímetro de resistência infinita.

O voltímetro mede a tensão entre dois pontos e é ligado em paralelo com o trecho que queremos medir. Ele deve ter resistência muito grande, para desviar uma corrente desprezível.

Um fio de resistência praticamente nula ligado entre dois pontos provoca um curto-circuito. A corrente prefere o fio, o trecho em curto fica sem tensão e, se o curto pega a fonte inteira, a corrente cresce tanto que pode esquentar os fios, e é aí que o fusível entra.

Para conversar

  • Com \(R_1 = 4\ \Omega\), \(R_2 = 6\ \Omega\) e \(R_3 = 12\ \Omega\), resolva o circuito no papel e confira depois com os medidores, mudando o amperímetro de lugar.
  • Ponha o voltímetro em \(R_1\) e depois no paralelo. A soma das duas leituras lembra algum número do circuito?
  • Abra a chave A. O que acontece com a corrente em \(R_2\) e com a tensão no paralelo?
  • Feche a chave B e veja o que acontece com \(R_1\). Depois abra a B, feche a chave C e acompanhe o fusível.
Resistência equivalente
Corrente total
Tensão em R₁
Tensão no paralelo
Corrente em R₂
Corrente em R₃
Exercícios do passo 6 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Queremos medir a corrente e a tensão numa lâmpada. Como devemos ligar o amperímetro e o voltímetro, e o que se espera da resistência interna de cada um?

    Ver resolução
    O amperímetro precisa ser atravessado pela mesma corrente da lâmpada, e uma resistência própria quase nula evita que ele altere essa corrente.
    O voltímetro compara os dois terminais da lâmpada, e uma resistência própria muito grande faz com que ele desvie uma corrente desprezível.
    Amperímetro em série, com \(R \approx 0\), e voltímetro em paralelo, com \(R\) muito grande.
  2. básico

    Um resistor de \(4\ \Omega\) está em série com um conjunto de dois resistores em paralelo, de \(6\ \Omega\) e \(12\ \Omega\). Qual é a resistência equivalente do circuito?

    Ver resolução
    Resolvemos primeiro o paralelo, \(R_p = \dfrac{6 \cdot 12}{6 + 12} = 4\ \Omega\).
    Esse conjunto fica em série com o resistor de \(4\ \Omega\), e \(R_{eq} = 4 + 4\).
    \(R_{eq} = 8\ \Omega\)
  3. básico

    Duas lâmpadas estão em série numa pilha. Um fio sem resistência é ligado entre os dois terminais de uma delas. O que acontece com cada lâmpada?

    Ver resolução
    O fio oferece um caminho de resistência praticamente nula em paralelo com a lâmpada, e quase toda a corrente passa por ele.
    Essa lâmpada fica em curto e apaga. A resistência total do circuito diminui, a corrente aumenta e a outra lâmpada brilha mais.
    A lâmpada em curto apaga, e a outra passa a brilhar mais.
  4. básico

    Por engano, um estudante liga um voltímetro em série com uma lâmpada, numa pilha. A lâmpada acende? O que o voltímetro marca?

    Ver resolução
    O voltímetro tem resistência muito grande, e em série ele limita a corrente a um valor desprezível, como se o circuito estivesse quase aberto.
    A lâmpada não acende, e quase toda a tensão da pilha fica sobre o voltímetro, que marca praticamente essa tensão.
  5. médio

    O circuito do exercício 2 (\(4\ \Omega\) em série com \(6\ \Omega\) e \(12\ \Omega\) em paralelo) é ligado a 24 V. Quanto marcam um amperímetro no fio principal, um voltímetro no resistor de \(4\ \Omega\) e amperímetros nos ramos de \(6\ \Omega\) e de \(12\ \Omega\)?

    Ver resolução
    Com \(R_{eq} = 8\ \Omega\), a corrente principal é \(i = \dfrac{24}{8} = 3\ \text{A}\).
    No resistor de \(4\ \Omega\), \(U_1 = 4 \cdot 3 = 12\ \text{V}\), e sobram \(24 - 12 = 12\ \text{V}\) para o paralelo.
    Nos ramos, \(i_6 = \dfrac{12}{6}\) e \(i_{12} = \dfrac{12}{12}\).
    3 A no fio principal, 12 V no resistor de \(4\ \Omega\), 2 A e 1 A nos ramos.
  6. médio

    Dois ramos estão em paralelo numa fonte de 12 V. Um ramo tem resistores de \(2\ \Omega\) e \(4\ \Omega\) em série, e o outro, um resistor de \(3\ \Omega\). Calcule a corrente em cada ramo, a corrente na fonte e a resistência equivalente.

    Ver resolução
    O primeiro ramo tem \(2 + 4 = 6\ \Omega\) e corrente \(\dfrac{12}{6}\), e o segundo, corrente \(\dfrac{12}{3}\).
    Na fonte, as correntes dos ramos se somam, e \(R_{eq} = U/i_{\text{fonte}}\).
    2 A e 4 A nos ramos, 6 A na fonte e \(R_{eq} = 2\ \Omega\)
  7. médio

    Duas lâmpadas de \(6\ \Omega\) estão em série numa fonte de 12 V. Calcule a potência de cada uma. Em seguida, um fio sem resistência põe uma das lâmpadas em curto. Qual passa a ser a potência da outra?

    Ver resolução
    Antes, \(i = \dfrac{12}{12} = 1\ \text{A}\), e cada lâmpada dissipa \(P = 6 \cdot 1^2\).
    Com uma lâmpada em curto, sobra \(6\ \Omega\) no circuito, \(i = 2\ \text{A}\) e \(P = 6 \cdot 2^2\).
    6 W em cada uma antes do curto, e depois 24 W na lâmpada que sobrou, quatro vezes mais.
  8. médio

    Três lâmpadas iguais, de \(10\ \Omega\), formam um circuito misto numa fonte de 15 V. L1 está em série com o conjunto de L2 e L3 em paralelo. Calcule a corrente e a potência em cada lâmpada.

    Ver resolução
    O paralelo de L2 e L3 vale \(5\ \Omega\), e \(R_{eq} = 10 + 5 = 15\ \Omega\), com \(i = \dfrac{15}{15} = 1\ \text{A}\) em L1.
    A corrente se divide igualmente entre L2 e L3, com 0,5 A em cada.
    As potências são \(P_1 = 10 \cdot 1^2\) e \(P_2 = P_3 = 10 \cdot 0{,}5^2\).
    L1 recebe 1 A e 10 W, e L2 e L3, 0,5 A e 2,5 W cada.
  9. desafio

    Dois resistores de \(10\ \text{k}\Omega\) estão em série numa fonte de 12 V. Para medir a tensão em um deles, usamos um voltímetro barato, de resistência interna \(10\ \text{k}\Omega\). Quanto ele marca, e quanto deveria marcar? O que isso mostra?

    Ver resolução
    Sem o voltímetro, cada resistor fica com metade da tensão, 6 V.
    Ligado em paralelo, o voltímetro forma com o resistor um conjunto de \(\dfrac{10 \cdot 10}{20} = 5\ \text{k}\Omega\), e a corrente passa a ser \(\dfrac{12}{15\ \text{k}\Omega} = 0{,}8\ \text{mA}\).
    A tensão no conjunto, que o voltímetro mostra, é \(5\ \text{k}\Omega \cdot 0{,}8\ \text{mA}\).
    Ele marca 4 V em vez de 6 V, e por isso um bom voltímetro precisa de resistência muito maior que a dos resistores do circuito.
  10. desafio

    No circuito do exercício 8 (L1 em série com L2 e L3 em paralelo, todas de \(10\ \Omega\), em 15 V), a lâmpada L3 queima. O que acontece com o brilho de L1 e de L2? Calcule as novas potências.

    Ver resolução
    Sem L3, o circuito vira uma série simples de L1 e L2, com \(R_{eq} = 20\ \Omega\) e \(i = \dfrac{15}{20} = 0{,}75\ \text{A}\).
    As duas dissipam \(P = 10 \cdot 0{,}75^2\).
    L1 cai de 10 W para cerca de 5,6 W e fica mais fraca, e L2 sobe de 2,5 W para 5,6 W e fica mais forte.
PASSO 7

A pilha também tem resistência

Uma pilha real gasta, dentro de si, parte da energia que fornece às cargas. Representamos essa perda por uma resistência interna \(r\), e a tensão nos terminais fica menor que a força eletromotriz \(\varepsilon\), a energia por carga que a pilha produz.

Quanto maior a corrente, maior a perda \(r\,i\), e por isso os faróis de um carro tendem a enfraquecer quando o motor de arranque puxa uma corrente enorme da bateria. Se ligamos os terminais por um fio sem resistência, a tensão cai a zero e a corrente chega ao valor de curto-circuito, \(\varepsilon/r\).

\(U = \varepsilon - r\,i\)\(i = \dfrac{\varepsilon}{R + r}\)\(i_{cc} = \dfrac{\varepsilon}{r}\)\(P_{u,\text{máx}} = \dfrac{\varepsilon^2}{4\,r}\) com \(R = r\)Supomos \(\varepsilon\) e \(r\) constantes, uma boa aproximação para uma pilha que não está quase descarregada. Com \(R = r\), a potência útil é máxima e o rendimento \(U/\varepsilon\) é de 50%.

Os fios e os aparelhos de casa são protegidos por fusíveis e disjuntores, ligados em série com o circuito. Quando a corrente passa do limite, por excesso de aparelhos ou por um curto, eles abrem o circuito antes que os fios superaqueçam.

No choque elétrico, o que fere é a corrente que atravessa o corpo. A tensão importa porque define essa corrente junto com a resistência do caminho, e a pele molhada resiste muito menos que a seca. Correntes de algumas dezenas de miliampères pelo peito já podem matar, e como o disjuntor comum não desarma com elas, a proteção das pessoas cabe ao dispositivo DR.

Para conversar

  • Ponha a carga em curto (\(R = 0\)) e compare a corrente com \(\varepsilon/r\). Para onde vai a energia nesse caso?
  • Varie \(R\) de 0 a 20 Ω e acompanhe o ponto no gráfico \(U \times i\). Ele anda sobre uma reta?
  • Procure a carga que dá a maior potência útil e compare com o valor de \(r\). Qual é o rendimento nesse ponto?
  • Compare a pilha nova com a gasta. Por que uma lanterna com pilha gasta fica fraca, se a força eletromotriz quase não mudou?
Corrente
Tensão nos terminais
Perda interna r·i
Potência útil
Rendimento
Corrente de curto
Exercícios do passo 7 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Uma pilha tem força eletromotriz de 1,5 V e resistência interna de \(0{,}5\ \Omega\). Qual é a tensão nos seus terminais quando ela fornece 1 A?

    Ver resolução
    Parte da energia se perde dentro da pilha, e \(U = \varepsilon - r\,i = 1{,}5 - 0{,}5 \cdot 1\).
    \(U = 1{,}0\ \text{V}\)
  2. básico

    Uma bateria tem \(\varepsilon = 12\ \text{V}\) e \(r = 0{,}1\ \Omega\). Qual é a corrente de curto-circuito, quando os terminais são ligados por um fio sem resistência?

    Ver resolução
    Em curto, a tensão nos terminais é zero, e toda a força eletromotriz fica sobre a resistência interna, \(i_{cc} = \dfrac{\varepsilon}{r} = \dfrac{12}{0{,}1}\).
    \(i_{cc} = 120\ \text{A}\)
  3. básico

    Para que servem o fusível e o disjuntor, e qual é a diferença entre eles?

    Ver resolução
    Os dois ficam em série com o circuito que protegem e interrompem a corrente quando ela passa de um limite, antes que os fios esquentem demais.
    O fusível tem um filamento que derrete e precisa ser trocado. O disjuntor desarma uma chave, que podemos religar depois de resolver o problema.
    Os dois cortam correntes excessivas; o fusível se destrói ao agir, e o disjuntor pode ser religado.
  4. básico

    Num choque elétrico, o que determina o perigo, a tensão ou a corrente que atravessa o corpo? Por que mãos molhadas tornam o choque mais grave?

    Ver resolução
    O dano ao corpo depende da corrente que o atravessa e do caminho que ela faz, por exemplo de uma mão à outra, passando pelo coração.
    A tensão importa porque, com \(i = U/R\), ela define a corrente junto com a resistência do corpo, e a pele molhada tem resistência muito menor que a pele seca.
    O que importa é a corrente pelo corpo, e a pele molhada, de resistência menor, deixa passar uma corrente maior.
  5. médio

    Uma bateria de \(\varepsilon = 9\ \text{V}\) e \(r = 1\ \Omega\) alimenta um resistor de \(8\ \Omega\). Calcule a corrente, a tensão nos terminais, a potência útil e o rendimento.

    Ver resolução
    A corrente é \(i = \dfrac{\varepsilon}{R + r} = \dfrac{9}{8 + 1}\), e a tensão nos terminais, \(U = \varepsilon - r\,i\).
    A potência útil é \(P_u = U\,i\), e o rendimento, \(\eta = \dfrac{U}{\varepsilon}\).
    \(i = 1\ \text{A}\), \(U = 8\ \text{V}\), \(P_u = 8\ \text{W}\) e \(\eta \approx 89\%\)
  6. médio

    Uma pessoa toca um fio de 127 V. Com a pele seca, a resistência do caminho pelo corpo é estimada em \(100\ \text{k}\Omega\); com a pele molhada, em \(1\ \text{k}\Omega\). Calcule a corrente nos dois casos. Correntes de cerca de 10 mA já podem impedir que a pessoa solte o fio.

    Ver resolução
    Pela lei de Ohm, com a pele seca, \(i = \dfrac{127}{100\,000}\), e com a pele molhada, \(i = \dfrac{127}{1000}\).
    Cerca de 1,3 mA com a pele seca, o bastante para um formigamento, e 127 mA com a pele molhada, uma corrente cem vezes maior e muito perigosa.
  7. médio

    O gráfico \(U \times i\) de um gerador é uma reta que vai de 6 V (com \(i = 0\)) até 0 V (com \(i = 3\ \text{A}\)). Determine \(\varepsilon\), \(r\) e a potência útil máxima.

    Ver resolução
    Com \(i = 0\), não há perda interna, e a tensão lida no gráfico é a própria \(\varepsilon\). No curto, \(i_{cc} = \varepsilon/r\), e \(r = \dfrac{6}{3}\).
    A potência útil é máxima quando \(R = r\), com \(i = \dfrac{6}{4} = 1{,}5\ \text{A}\) e \(U = 3\ \text{V}\), e então \(P_u = 3 \cdot 1{,}5\).
    \(\varepsilon = 6\ \text{V}\), \(r = 2\ \Omega\) e \(P_{u,\text{máx}} = 4{,}5\ \text{W}\)
  8. médio

    Ligada a um resistor, uma bateria fornece 1 A e tem 10 V nos terminais. Ligada a outro resistor, fornece 2 A e tem 8 V nos terminais. Quais são a força eletromotriz e a resistência interna?

    Ver resolução
    As duas medidas obedecem a \(U = \varepsilon - r\,i\), com \(10 = \varepsilon - r \cdot 1\) e \(8 = \varepsilon - r \cdot 2\).
    Subtraindo a segunda da primeira, \(2 = r \cdot 1\), e voltando à primeira, \(\varepsilon = 10 + r\).
    \(\varepsilon = 12\ \text{V}\) e \(r = 2\ \Omega\)
  9. desafio

    Um gerador tem \(\varepsilon = 12\ \text{V}\) e \(r = 2\ \Omega\). Calcule a potência útil e o rendimento com um resistor externo de \(2\ \Omega\) e com um de \(8\ \Omega\). Qual das ligações aproveita melhor a energia do gerador?

    Ver resolução
    Com \(R = 2\ \Omega\), \(i = \dfrac{12}{4} = 3\ \text{A}\) e \(U = 6\ \text{V}\), e então \(P_u = 6 \cdot 3\) e \(\eta = \dfrac{6}{12}\).
    Com \(R = 8\ \Omega\), \(i = \dfrac{12}{10} = 1{,}2\ \text{A}\) e \(U = 9{,}6\ \text{V}\), e então \(P_u = 9{,}6 \cdot 1{,}2\) e \(\eta = \dfrac{9{,}6}{12}\).
    Com \(R = r\), a potência útil é máxima (18 W), mas metade da energia se perde dentro do gerador; com \(8\ \Omega\), a potência cai para 11,5 W e o rendimento sobe para 80%.
  10. desafio

    Um chuveiro de 5500 W em 220 V é instalado num circuito protegido por um disjuntor de 20 A, que desarma toda vez que o chuveiro é ligado. Alguém sugere trocar por um disjuntor de 40 A, sem mexer na fiação. Por que o disjuntor desarma, e por que a sugestão é perigosa?

    Ver resolução
    A corrente do chuveiro é \(i = \dfrac{P}{U} = \dfrac{5500}{220} = 25\ \text{A}\), acima dos 20 A do disjuntor.
    O disjuntor protege os fios, e o seu limite deve combinar com a corrente que eles suportam sem esquentar demais. Com um disjuntor de 40 A num fio feito para 20 A, o fio pode superaquecer sem que nada desarme.
    O disjuntor comum também não protege as pessoas contra choque, que acontece com correntes de miliampères. Para isso existe o dispositivo DR.
    O chuveiro puxa 25 A, e a solução segura é trocar o fio e o disjuntor juntos, de acordo com essa corrente.
FECHAMENTO

Desafios

Corrente elétrica

Num raio, cerca de 20 C de carga atravessam o ar em 1 ms. Qual é a corrente média?

Ver resolução
A corrente é a carga dividida pelo tempo, \(i = \dfrac{20}{10^{-3}}\).
Isso dá \(i = 2 \cdot 10^4\ \text{A}\), uns 20 000 A, milhares de vezes a corrente de um chuveiro.
Tensão e energia

Uma bateria de carro de 12 V traz a indicação 60 Ah. Quanta energia ela armazena, em joules e em kWh?

Ver resolução
A carga é \(q = 60 \cdot 3600 = 216\,000\ \text{C}\), e \(E = q\,U = 216\,000 \cdot 12\) \(\approx 2{,}6 \cdot 10^6\ \text{J}\).
Em quilowatts-hora, \(\dfrac{2{,}592 \cdot 10^6}{3{,}6 \cdot 10^6}\) dá 0,72 kWh.
Segunda lei de Ohm

Uma extensão tem dois fios de cobre de 20 m cada, com 1,5 mm² de seção. Qual é a resistência total dos fios, e quanta tensão se perde neles com 10 A? (\(\rho_{\text{cobre}} = 1{,}7 \cdot 10^{-8}\ \Omega \cdot \text{m}\))

Ver resolução
A corrente vai por um fio e volta pelo outro, e o comprimento total é de 40 m.
\(R = 1{,}7 \cdot 10^{-8} \cdot \dfrac{40}{1{,}5 \cdot 10^{-6}}\) \(\approx 0{,}45\ \Omega\), e a perda é \(U = R\,i \approx 4{,}5\ \text{V}\).
Potência e conta de luz

Um chuveiro de 4400 W fica ligado 40 min por dia. Quanto ele custa em 30 dias, com a tarifa de R$ 0,80 por kWh?

Ver resolução
Por dia, \(E = 4{,}4\ \text{kW} \cdot \dfrac{2}{3}\ \text{h} \approx 2{,}93\ \text{kWh}\), e em 30 dias, 88 kWh.
O custo é \(88 \cdot 0{,}80\), R$ 70,40.
Série e paralelo

Dois resistores, de 3 Ω e 6 Ω, são ligados a 18 V, primeiro em série e depois em paralelo. Qual é a resistência equivalente e a corrente na fonte em cada caso?

Ver resolução
Em série, \(R_{eq} = 9\ \Omega\) e \(i = \dfrac{18}{9} = 2\ \text{A}\).
Em paralelo, \(R_{eq} = \dfrac{3 \cdot 6}{9} = 2\ \Omega\) e \(i = \dfrac{18}{2} = 9\ \text{A}\).
Circuito misto

Numa fonte de 12 V estão em série um resistor de 1 Ω, um par de resistores de 4 Ω em paralelo e um resistor de 3 Ω. Quanto marca um voltímetro ligado ao par em paralelo?

Ver resolução
O par vale \(2\ \Omega\), e \(R_{eq} = 1 + 2 + 3 = 6\ \Omega\), com \(i = \dfrac{12}{6} = 2\ \text{A}\).
No par, \(U = 2 \cdot 2\), e o voltímetro marca 4 V.
Gerador real

Uma bateria de carro tem \(\varepsilon = 12{,}6\ \text{V}\) e \(r = 0{,}02\ \Omega\). Na partida, o motor de arranque puxa 150 A. Qual é a tensão nos terminais, e por que os faróis enfraquecem nesse instante?

Ver resolução
A perda interna é \(r\,i = 0{,}02 \cdot 150 = 3\ \text{V}\), e \(U = 12{,}6 - 3\), ou 9,6 V.
Os faróis, ligados aos mesmos terminais, recebem menos tensão enquanto a corrente da partida é grande.
Pensar, sem conta

Por que uma lâmpada incandescente costuma queimar justamente no instante em que é ligada?

Ver resolução
Frio, o filamento tem resistência muito menor que aceso.
Na hora em que ligamos, a corrente e a potência \(U^2/R\) ficam bem maiores que no regime normal, por uma fração de segundo, e o ponto mais fraco do filamento tende a se romper nesse pico.

Questões no estilo ENEM

As cinco questões abaixo foram escritas por nós no formato do ENEM, com um texto-base tirado do cotidiano, um comando e cinco alternativas, e cada uma retoma um passo diferente da aula. Mais embaixo indicamos questões reais da prova sobre circuitos elétricos, que talvez sejam o melhor treino depois destas.

  1. Corrente elétrica · Passo 1

    Lúcia comprou um carregador rápido para o celular. A embalagem informa que, no modo rápido, ele faz passar uma corrente de 3 A pela bateria, e a bateria do aparelho tem capacidade de 4500 mAh. Vamos supor que a corrente fique constante durante toda a recarga e que nenhuma carga se perca no caminho.

    Partindo da bateria vazia, quanto tempo leva a recarga completa?

    1. 40 min
    2. 1 h 30 min
    3. 1 h 50 min
    4. 13,5 h
    5. 1500 h
    Ver resolução
    Resposta: B.
    O miliampère-hora mede carga, e a bateria guarda \(4500\ \text{mAh} = 4{,}5\ \text{Ah}\), ou \(4{,}5 \cdot 3600 = 16\,200\ \text{C}\).
    Com \(i = \Delta q/\Delta t\), o tempo é \(\Delta t = \dfrac{4{,}5\ \text{Ah}}{3\ \text{A}} = 1{,}5\ \text{h}\), uma hora e meia.
    Quem lê 1,5 h como 1 h 50 min chega à C, e quem divide a corrente pela carga, à A. A D multiplica em vez de dividir, e a E esquece de passar miliampères para ampères.
    Na prática, os carregadores reduzem a corrente quando a bateria está quase cheia, e a recarga tende a demorar um pouco mais que esse cálculo.
  2. Resistência dos fios · Passo 3

    Henrique precisa ligar um aquecedor que puxa 10 A numa tomada distante e vai comprar uma extensão de 25 m. Na loja há duas opções, uma com fios de cobre de \(0{,}5\ \text{mm}^2\) de seção e outra, mais cara, com fios de \(2{,}5\ \text{mm}^2\). A extensão tem dois fios, e a corrente vai por um e volta pelo outro. A resistividade do cobre é \(1{,}7 \cdot 10^{-8}\ \Omega \cdot \text{m}\).

    Qual é a potência dissipada em calor nos fios da extensão mais fina?

    1. 17 W
    2. 34 W
    3. 85 W
    4. 170 W
    5. 1270 W
    Ver resolução
    Resposta: D.
    A corrente percorre 50 m de fio, 25 m na ida e 25 m na volta, e a resistência é
    \(R = \rho\,\dfrac{L}{A}\) \(= 1{,}7 \cdot 10^{-8} \cdot \dfrac{50}{0{,}5 \cdot 10^{-6}}\) \(= 1{,}7\ \Omega\)
    Pelo efeito Joule, \(P = R\,i^2 = 1{,}7 \cdot 10^2\), ou 170 W.
    A alternativa C conta só um dos fios, e a B corresponde à extensão grossa, cinco vezes menos resistente. A A usa \(R\,i\) no lugar de \(R\,i^2\), e a E calcula a potência do aparelho numa tomada de 127 V, que não é o que se perde nos fios.
    Os 170 W parecem pouco perto de um aquecedor, mas ficam concentrados num fio fino, que pode esquentar o bastante para derreter a capa, e é por isso que extensões finas não servem para aparelhos de potência alta.
  3. Potência e energia · Passo 4

    Para entender por que a conta de luz subiu, Cecília anotou a potência e o tempo de uso diário dos principais aparelhos de casa. A tarifa da distribuidora, com impostos, é de R$ 0,80 por kWh.

    Uso diário dos aparelhos
    AparelhoPotência (W)Uso por dia
    Chuveiro540040 min
    Geladeira (média)5024 h
    TV1005 h
    Ferro de passar100015 min
    8 lâmpadas LED805 h

    Num mês de 30 dias, quanto o chuveiro acrescenta à conta?

    1. R$ 2,88
    2. R$ 86,40
    3. R$ 129,60
    4. R$ 5184,00
    5. R$ 86 400,00
    Ver resolução
    Resposta: B.
    A energia é a potência vezes o tempo, com a potência em quilowatts e o tempo em horas, já que 40 min são \(\dfrac{2}{3}\) de hora.
    \(E = 5{,}4 \cdot \dfrac{2}{3} \cdot 30 = 108\ \text{kWh}\)
    O custo é \(108 \cdot 0{,}80\), ou R$ 86,40.
    A A é o custo de um dia só, e a C trata os 40 min como uma hora inteira. A D usa os minutos como se fossem horas, e a E deixa a potência em watts.
    Pela mesma tabela, a geladeira gasta 36 kWh no mês e a TV, 15 kWh, e o chuveiro, ligado pouco tempo, pesa mais que todos os outros juntos.
  4. Série e paralelo · Passo 5

    Para enfeitar a varanda, Rafael tem três lâmpadas iguais e uma fonte de 12 V, que vamos supor ideal. Ele testa duas montagens. Na montagem I, as três lâmpadas ficam em série; na montagem II, ficam em paralelo, cada uma ligada diretamente aos terminais da fonte. Com tudo aceso, ele desenrosca a lâmpada do meio em cada montagem.

    O que acontece com as outras duas lâmpadas?

    1. Nas duas montagens, as outras lâmpadas apagam.
    2. Na montagem I, as outras apagam; na II, continuam acesas com o mesmo brilho.
    3. Na montagem I, as outras apagam; na II, continuam acesas e brilham mais.
    4. Na montagem I, as outras brilham mais; na II, apagam.
    5. Nas duas montagens, as outras continuam acesas com o mesmo brilho.
    Ver resolução
    Resposta: B.
    Em série há um único caminho, e a lâmpada desenroscada o interrompe, de modo que a corrente cai a zero em todas.
    Em paralelo, cada lâmpada tem o seu próprio caminho até a fonte e continua com os 12 V. Como \(P = U^2/R\) não muda, o brilho também não muda.
    A C supõe que a corrente da lâmpada retirada se redistribui pelas outras, o que não acontece com a tensão fixa da fonte ideal. A D troca o comportamento das duas ligações, e a A e a E tratam as duas como se fossem iguais.
    Com uma fonte real, de resistência interna pequena, as lâmpadas que sobram em paralelo podem até ficar um pouquinho mais fortes, porque a corrente total diminui e a perda interna cai.
  5. Choque elétrico · Passo 7

    Uma cartilha de segurança traz a tabela abaixo, com efeitos aproximados de uma corrente alternada que atravessa o corpo de uma pessoa adulta por cerca de um segundo. Os valores variam de pessoa para pessoa e servem só como referência.

    Efeitos da corrente no corpo
    CorrenteEfeito provável
    até 1 mAquase imperceptível
    de 1 mA a 10 mAformigamento e dor
    de 10 mA a 30 mAcontração muscular
    acima de 30 mArisco de fibrilação

    Ivo, descalço no chão molhado da área de serviço, encosta a mão num fio desencapado de 127 V. Com o corpo molhado, a resistência do caminho até o chão fica em torno de \(1\ \text{k}\Omega\). Se ele estivesse seco e de chinelos de borracha, ela passaria de \(100\ \text{k}\Omega\).

    Segundo a tabela, que efeitos correspondem às duas situações?

    1. Quase imperceptível nas duas, porque a tensão da tomada é a mesma.
    2. Formigamento com o corpo molhado e quase imperceptível com a pele seca.
    3. Contração muscular com o corpo molhado e formigamento com a pele seca.
    4. Risco de fibrilação com o corpo molhado e formigamento com a pele seca.
    5. Risco de fibrilação nas duas, porque o que decide é a tensão de 127 V.
    Ver resolução
    Resposta: D.
    O efeito depende da corrente pelo corpo, que sai de \(i = U/R\).
    Molhado, \(i = \dfrac{127}{1000} = 0{,}127\ \text{A}\), ou 127 mA, bem acima de 30 mA.
    Seco, \(i = \dfrac{127}{100\,000} \approx 1{,}3\ \text{mA}\), na faixa do formigamento.
    A A e a E olham só para a tensão. A B e a C erram a conversão entre ampères e miliampères e acabam em faixas mais baixas da tabela.
    A diferença de cem vezes entre as duas correntes ajuda a entender por que banheiros e áreas de serviço pedem cuidado redobrado e um dispositivo DR no quadro de luz.

Questões reais do ENEM sobre este tema

As provas e os gabaritos oficiais ficam no site do INEP, onde podemos procurar cada questão pelo ano, pelo dia, pela cor do caderno e pelo número.

  • ENEM 2011, 1º dia, caderno azul, questão 60. O manual de um chuveiro traz dois modelos de mesma potência, um para 127 V e outro para 220 V, e a questão pede a razão entre as resistências, uma aplicação direta de \(P = U^2/R\).
  • ENEM 2013, 1º dia, caderno azul, questão 72. Um eletricista quer medir a tensão numa geladeira, a corrente total de uma cozinha e a corrente numa lâmpada, e escolhemos o esquema em que o voltímetro e os dois amperímetros estão ligados do jeito certo.
  • ENEM 2016, 1º dia, caderno azul, questão 74. Três lâmpadas idênticas formam um circuito misto com uma bateria, e precisamos dizer quais correntes, entre as medidas em cinco pontos do circuito, são iguais.
  • ENEM 2017, 2º dia, caderno azul, questão 110. Um fusível de 500 mA protege um dos ramos de um circuito de resistores, e calculamos a maior tensão da fonte que ele aguenta sem queimar.
  • ENEM 2022, 2º dia, caderno azul, questão 96. Uma tabela relaciona a corrente pelo corpo aos seus efeitos, e com a resistência da pele molhada decidimos qual ligação de duas baterias de 12 V explica o acidente descrito.

Provas e gabaritos do ENEM no site do INEP →

Cola da aula

Corrente\(i = \Delta q / \Delta t\)
Carga e elétrons\(\Delta q = n\,e\)
Tensão\(U = E/q\)
Primeira lei de Ohm\(U = R\,i\)
Segunda lei de Ohm\(R = \rho\,L/A\)
Potência\(P = U\,i = R\,i^2 = U^2/R\)
Energia\(E = P\,\Delta t\), \(1\ \text{kWh} = 3{,}6 \cdot 10^6\ \text{J}\)
Série\(R_{eq} = R_1 + R_2 + \dots\)
Paralelo\(1/R_{eq} = 1/R_1 + 1/R_2 + \dots\)
Dois em paralelo\(R_{eq} = R_1 R_2/(R_1 + R_2)\)
Gerador real\(U = \varepsilon - r\,i\), \(i_{cc} = \varepsilon/r\)
Potência útil máxima\(R = r\), \(P = \varepsilon^2/4r\)