O que anda dentro de um fio?
Num metal, parte dos elétrons não fica presa a nenhum átomo e passeia livremente pelo material. Chamamos de corrente elétrica o movimento ordenado dessas cargas, e medimos a sua intensidade pela carga que atravessa uma seção do fio a cada segundo.
A unidade de corrente é o ampère, igual a um coulomb por segundo. Cada elétron carrega uma carga minúscula, \(e = 1{,}6 \cdot 10^{-19}\ \text{C}\), e por isso, como podemos conferir dividindo 1 C por \(e\), uma corrente de 1 A corresponde à passagem de mais de seis bilhões de bilhões de elétrons por segundo.
Por uma convenção que vem de antes da descoberta do elétron, o sentido convencional da corrente é aquele em que andariam cargas positivas, do polo positivo para o negativo, por fora da pilha. Mantemos essa convenção até hoje, e os elétrons andam no sentido oposto ao dela.
Algo que talvez surpreenda é a lentidão dos elétrons. Num fio de cobre comum, eles avançam frações de milímetro por segundo, e a lâmpada acende mesmo assim no instante em que apertamos o interruptor, porque o fio já está cheio de elétrons e o sinal que os põe em movimento se propaga quase à velocidade da luz.
Para conversar
- Com o interruptor fechado, observe os elétrons por alguns segundos. Em que sentido eles andam, e para onde aponta a seta da corrente convencional?
- Zere o contador, ponha a corrente em 2 A e espere uns 10 s. A carga marcada confere com \(i \cdot \Delta t\)?
- Abra o interruptor. Os elétrons param de se mexer? O que acontece com a corrente?
- Leve a corrente a 5 A e leia a velocidade de deriva. Aproximadamente quanto tempo um elétron levaria para atravessar um fio de 1 m?