Por que a bússola aponta para o norte?
Um ímã tem duas regiões em que a atração sobre o ferro é mais forte, os polos. Chamamos de polo norte aquele que, com o ímã livre para girar, se volta para o norte geográfico, e de polo sul o outro. Polos de mesmo nome se repelem, e polos de nomes diferentes se atraem.
Algo que talvez surpreenda é que os polos não se separam. Se quebramos um ímã ao meio, cada pedaço vira um ímã completo, com norte e sul, e isso continua valendo para pedaços cada vez menores. Até hoje ninguém encontrou um polo magnético isolado.
Em volta do ímã existe um campo magnético \(\vec B\), que medimos em tesla (T). Representamos esse campo por linhas de campo, que, fora do ímã, saem do polo norte e chegam ao polo sul e ficam mais juntas onde o campo é mais intenso. Podemos pensar na bússola como um pequeno ímã que gira livremente e se alinha com essas linhas, com o seu norte no sentido de \(\vec B\).
A própria Terra se comporta como um grande ímã. Como o norte da agulha aponta para o norte geográfico, e polos diferentes se atraem, concluímos que perto do polo norte geográfico fica um polo sul magnético. O eixo desse grande ímã está inclinado cerca de 10° em relação ao eixo de rotação, e por isso a bússola indica o norte geográfico só de forma aproximada.
Para conversar
- Observe as bússolas em volta de um ímã só. Para onde aponta a ponta vermelha perto do polo norte do ímã, e perto do polo sul?
- Quebre o ímã ao meio e arraste os pedaços para longe um do outro. Quantos polos norte e quantos polos sul há agora na mesa?
- Compare a cena dos polos diferentes frente a frente com a dos polos iguais. Como ficam as linhas e as bússolas na região entre os ímãs?
- Abra a cena da Terra. Para onde aponta o norte das agulhas, e que polo magnético está escondido perto do polo norte geográfico?