Um vaivém que se repete
Quando puxamos um bloco preso a uma mola e o soltamos, ele vai e volta em torno da posição de equilíbrio, no mesmo ritmo. Se desprezamos o atrito, a força da mola é \(F = -k\,x\), proporcional ao deslocamento e sempre apontando de volta para o equilíbrio, e o movimento que ela produz se chama movimento harmônico simples (MHS).
A posição segue um cosseno, \(x(t) = A\cos(\omega t + \varphi_0)\). A amplitude \(A\) é o maior afastamento, \(\omega\) é a pulsação, em rad/s, e a fase inicial \(\varphi_0\) diz em que ponto do vaivém o relógio começou a contar.
Esse cosseno tem uma origem que já conhecemos da aula de Movimento Circular. Um ponto que gira em MCU num círculo de raio \(A\), com velocidade angular \(\omega\), tem uma sombra no diâmetro horizontal que faz o mesmo vaivém do bloco, e por isso a pulsação do MHS usa a mesma letra e a mesma unidade da velocidade angular.
O período depende só da massa e da rigidez da mola, \(T = 2\pi\sqrt{m/k}\). Uma massa maior demora mais para ser acelerada e uma mola mais dura puxa com mais força. A amplitude não aparece na fórmula, porque o bloco solto mais longe também anda mais depressa e leva o mesmo tempo para voltar.
Durante o vaivém, a energia troca de forma. Nos extremos o bloco para por um instante e a mola guarda toda a energia, \(\tfrac{1}{2}k\,A^2\), e no centro a mola está relaxada e a energia é toda cinética. Sem atrito, a soma das duas fica constante.
Para conversar
- Solte o bloco e compare a sombra do ponto que gira no círculo com o próprio bloco. Em que momento do giro o bloco passa pelo centro com a maior velocidade?
- Quadruplique a massa sem mexer na mola. O período dobra, como a raiz da fórmula sugere?
- Mude só a amplitude e acompanhe o período pelo gráfico. Nossa intuição tende a dizer que um balanço maior demora mais, e o período parece mudar?
- Pause quando a barra de energia cinética estiver no máximo e veja onde está o bloco. E onde ele está quando a energia da mola é máxima?