A luz anda em linha reta, e é por isso que existe sombra
Só vemos um objeto quando a luz que sai dele chega ao nosso olho. Chamamos de fontes primárias as que produzem a própria luz (Sol, lâmpada, vela), e de fontes secundárias as que só refletem a luz que recebem (Lua, esta página, você).
Num meio transparente (ar, vidro liso), a luz passa organizada. Já num meio translúcido (vidro fosco, papel vegetal) ela passa espalhada, e num opaco (madeira, parede) não passa.
Num meio homogêneo, a luz segue em linha reta, e por isso um objeto opaco que bloqueia os raios deixa atrás de si uma sombra. Com uma fonte pontual, a borda da sombra é nítida; com uma fonte extensa, surge também a penumbra, a região que recebe luz só de parte da fonte. Os eclipses são o mesmo fenômeno em escala astronômica.
Na câmara escura, cada ponto do objeto manda um raio pelo furinho, e os raios se cruzam ali. Por isso a imagem sai invertida, e podemos obter seu tamanho por semelhança de triângulos.
Para conversar
- Clique em "Fonte pontual" e veja se existe penumbra. Depois aumente o tamanho da fonte devagar e observe o que aparece na borda da sombra.
- Quando aproximamos o objeto da fonte, a sombra cresce ou diminui, e o que acontece com a penumbra?
- Clique em "Eclipse anular", situação em que a fonte é maior que o objeto. Para onde foi a sombra?
- Na câmara escura, afaste a vela e acompanhe o tamanho da imagem. Os números que vemos nas leituras confirmam \(o/i = p/p^{\prime}\)?
- Por que a imagem na câmara escura sai de cabeça para baixo? Talvez ajude seguir um raio do topo da vela.