Quando um conjunto está dentro de outro?
Um conjunto fica determinado pelos seus elementos, e de cada objeto só perguntamos se ele pertence ou não ao conjunto. Escrevemos \(2 \in A\) para dizer que 2 é elemento de A e \(5 \notin A\) para dizer que 5 não é. Podemos dar um conjunto por extenso, como \(\{2, 4, 6\}\), ou por uma propriedade, como \(\{x \in \mathbb{N} \mid x \text{ é par e } 0 < x < 7\}\), que descreve o mesmo conjunto. A ordem e as repetições não contam, e \(\{2, 4, 6\} = \{6, 2, 4, 4\}\).
B é subconjunto de A, e escrevemos \(B \subset A\), quando todo elemento de B também é elemento de A. Pertinência e inclusão são relações diferentes. O símbolo \(\in\) liga um elemento a um conjunto, e \(\subset\) liga dois conjuntos. O conjunto vazio, \(\varnothing\), é subconjunto de qualquer conjunto, porque não tem elemento nenhum que possa ficar de fora, e todo conjunto é subconjunto de si mesmo. Quando \(B \subset A\) e \(B \ne A\), dizemos que B é um subconjunto próprio.
Para montar um subconjunto de A decidimos, elemento por elemento, se ele entra ou não. Com \(n\) elementos são \(n\) decisões de duas opções cada, e por isso A tem \(2^n\) subconjuntos. A bancada organiza esses subconjuntos em camadas, pelo número de elementos, e liga dois deles quando diferem por um elemento só.
Para conversar
- Com A de três elementos, toque nos nós do diagrama até achar os dois subconjuntos que todo conjunto tem. Em que camadas eles ficam?
- Passe de 3 para 4 elementos e conte os nós de cada camada. Como a contagem nova se relaciona com a antiga?
- Escolha \(B = \{a\}\). Os nós tingidos são os subconjuntos que contêm B. Quantos são, e por que eles formam exatamente a metade do diagrama?
- Escolha um nó do meio e siga as linhas que sobem a partir dele. O que cada linha acrescenta ao conjunto, e quantas linhas sobem de um nó com \(k\) elementos?