Que gráfico conta melhor uma tabela?
Uma tabela de categorias, como a cor ou raça que cada pessoa declarou no Censo de 2022, cabe tanto num gráfico de barras quanto num gráfico de setores. Nas barras, a altura de cada uma é proporcional à frequência da categoria, e comparamos as categorias pela altura. Nos setores, cada fatia ocupa do círculo a mesma fração que a categoria ocupa do total, e o ângulo da fatia é essa fração de 360°.
Os setores só têm leitura quando as categorias são partes de um mesmo todo e somam 100%. A população de 2010 e a de 2022 não são partes de nada em comum, e uma pizza com as duas não diria coisa alguma. Mesmo com partes de um todo, o olho parece comparar ângulos pior do que compara alturas, e duas fatias de 43% e de 45% tendem a parecer iguais.
A altura de uma barra só é proporcional ao valor quando o eixo vertical começa no zero. Se o eixo começa em 42%, a barra dos pardos de 2022 sai quase três vezes mais alta que a de 2010, embora a porcentagem tenha crescido só 5% de um Censo para o outro. Os números escritos no eixo continuam certos, e o desenho conta outra história. A aula de Funções trata da leitura de gráficos de dados de modo mais geral.
Para conversar
- Com a cor ou raça em barras, toque na barra dos indígenas e depois mude para setores. Que fatia corresponde a ela, e quantos graus ela ocupa?
- Nas regiões, compare o Sudeste com o Nordeste nas barras e nos setores. Em qual dos dois gráficos fica mais fácil dizer quantas vezes um é maior que o outro?
- Escolha os pardos em 2010 e em 2022 e suba o início do eixo até quase o valor de 2010. Quanto a razão na tela se afasta da razão dos dados?
- Ainda com os pardos, tente mudar para setores. Por que a bancada recusa?