Como dois números marcam um lugar?
Duas retas numeradas que se cruzam em ângulo reto bastam para dar nome a todos os pontos do plano. A horizontal é o eixo \(x\), o das abscissas, a vertical é o eixo \(y\), o das ordenadas, e elas se cruzam na origem \(O = (0;\ 0)\). Cada ponto P recebe um par ordenado \((x;\ y)\), em que \(x\) diz quanto andamos na horizontal a partir da origem e \(y\) quanto andamos na vertical.
A ordem do par importa, e \((2;\ 5)\) e \((5;\ 2)\) são pontos diferentes. Os eixos repartem o plano em quatro quadrantes, numerados no sentido anti-horário a partir daquele em que as duas coordenadas são positivas, e um ponto sobre um eixo não pertence a quadrante nenhum. Escrevemos o par com ponto e vírgula, \((1{,}5;\ 2)\), porque a vírgula já separa os decimais.
Um mapa usa a mesma ideia. A latitude diz quantos graus um lugar está ao norte ou ao sul do equador, e a longitude, quantos graus está a leste ou a oeste do meridiano de Greenwich. Numa região pequena, os paralelos e os meridianos parecem desenhar uma malha quase retangular, e o par (longitude; latitude) funciona como um par de coordenadas. Em regiões grandes a curvatura da Terra pesa, e cada projeção cartográfica deforma o desenho à sua maneira.
Refletir um ponto num eixo é trocar o sinal de uma coordenada, e refletir na origem é trocar o sinal das duas. A reflexão na bissetriz \(y = x\) troca as coordenadas de lugar, como nas isometrias da aula de Geometria Plana.
Para conversar
- Arraste P pelos quatro quadrantes e acompanhe os sinais das coordenadas. Que par de sinais cada quadrante tem?
- Escolha o simétrico em relação ao eixo \(x\) e leve P até o próprio eixo. Onde fica P′ nesse caso?
- Com a bissetriz, ponha P em \((4;\ 1)\) e depois em \((1;\ 4)\). O que acontece com P′, e por onde passa o segmento PP′?
- Escolha a origem e leve P ao 2º quadrante. Em que quadrante cai P′? Existe algum ponto que seja o seu próprio simétrico em relação à origem?