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Matemática · Ensino Médio · Geometria Analítica

Geometria Analítica

Um mapa, a tela de um celular e o painel de um GPS dão a cada lugar dois números, e com esses números a geometria vira conta. A distância entre dois pontos sai do teorema de Pitágoras, uma reta passa a ser uma equação do 1º grau em \(x\) e \(y\), e uma circunferência, uma equação do 2º grau. A geometria analítica traduz figuras em equações e equações em figuras, e cada tradução deixa responder com álgebra uma pergunta de geometria.

  1. 1Ponto e coordenadas
  2. 2Distância
  3. 3Ponto médio
  4. 4Equação da reta
  5. 5Duas retas
  6. 6Ponto e reta
  7. 7Circunferência
  8. 8Reta e circunferência
  9. ✓Desafios
PASSO 1

Como dois números marcam um lugar?

Duas retas numeradas que se cruzam em ângulo reto bastam para dar nome a todos os pontos do plano. A horizontal é o eixo \(x\), o das abscissas, a vertical é o eixo \(y\), o das ordenadas, e elas se cruzam na origem \(O = (0;\ 0)\). Cada ponto P recebe um par ordenado \((x;\ y)\), em que \(x\) diz quanto andamos na horizontal a partir da origem e \(y\) quanto andamos na vertical.

A ordem do par importa, e \((2;\ 5)\) e \((5;\ 2)\) são pontos diferentes. Os eixos repartem o plano em quatro quadrantes, numerados no sentido anti-horário a partir daquele em que as duas coordenadas são positivas, e um ponto sobre um eixo não pertence a quadrante nenhum. Escrevemos o par com ponto e vírgula, \((1{,}5;\ 2)\), porque a vírgula já separa os decimais.

Um mapa usa a mesma ideia. A latitude diz quantos graus um lugar está ao norte ou ao sul do equador, e a longitude, quantos graus está a leste ou a oeste do meridiano de Greenwich. Numa região pequena, os paralelos e os meridianos parecem desenhar uma malha quase retangular, e o par (longitude; latitude) funciona como um par de coordenadas. Em regiões grandes a curvatura da Terra pesa, e cada projeção cartográfica deforma o desenho à sua maneira.

Refletir um ponto num eixo é trocar o sinal de uma coordenada, e refletir na origem é trocar o sinal das duas. A reflexão na bissetriz \(y = x\) troca as coordenadas de lugar, como nas isometrias da aula de Geometria Plana.

\(P = (x;\ y)\)\((x;\ y) \mapsto (x;\ -y)\)\((x;\ y) \mapsto (-x;\ -y)\)\((x;\ y) \mapsto (y;\ x)\)O primeiro número do par é a abscissa, e o segundo é a ordenada. As três regras dão o simétrico em relação ao eixo \(x\), à origem e à bissetriz \(y = x\). Em relação ao eixo \(y\), o simétrico é \((-x;\ y)\).

Para conversar

  • Arraste P pelos quatro quadrantes e acompanhe os sinais das coordenadas. Que par de sinais cada quadrante tem?
  • Escolha o simétrico em relação ao eixo \(x\) e leve P até o próprio eixo. Onde fica P′ nesse caso?
  • Com a bissetriz, ponha P em \((4;\ 1)\) e depois em \((1;\ 4)\). O que acontece com P′, e por onde passa o segmento PP′?
  • Escolha a origem e leve P ao 2º quadrante. Em que quadrante cai P′? Existe algum ponto que seja o seu próprio simétrico em relação à origem?
Coordenadas de P
Onde está P
Simétrico P′
Distância de P aos eixos x e y
Exercícios do passo 1 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Em que quadrante está cada ponto: \(A(-3;\ 2)\), \(B(4;\ -1)\), \(C(-2;\ -5)\) e \(D(0;\ 3)\)?

    Ver resolução
    Olhamos os sinais. A tem abscissa negativa e ordenada positiva, B tem abscissa positiva e ordenada negativa, e C tem as duas negativas.
    D tem abscissa zero e fica sobre o eixo \(y\).
    A no 2º, B no 4º e C no 3º quadrante. D não está em quadrante nenhum.
  2. básico

    Dê os simétricos de \(P(5;\ -2)\) em relação ao eixo \(x\), ao eixo \(y\) e à origem.

    Ver resolução
    No eixo \(x\) trocamos o sinal da ordenada, no eixo \(y\) o da abscissa, e na origem os dois.
    \((5;\ 2)\), \((-5;\ -2)\) e \((-5;\ 2)\).
  3. básico

    O ponto \((a - 3;\ 4)\) está sobre o eixo \(y\). Quanto vale \(a\)?

    Ver resolução
    Os pontos do eixo \(y\) têm abscissa zero, e daí \(a - 3 = 0\).
    \(a = 3\), e o ponto é \((0;\ 4)\).
  4. básico

    Um ponto tem abscissa negativa e ordenada positiva. Em que quadrante ele está, e em que quadrante está o seu simétrico em relação ao eixo \(y\)?

    Ver resolução
    Abscissa negativa com ordenada positiva é o 2º quadrante.
    O simétrico em relação ao eixo \(y\) troca o sinal da abscissa, que passa a ser positiva, e mantém a ordenada positiva.
    O ponto está no 2º quadrante, e o simétrico, no 1º.
  5. médio

    Os pontos \(A(1;\ 1)\), \(B(5;\ 1)\) e \(C(5;\ 4)\) são três vértices de um retângulo ABCD. Quais são as coordenadas de D, e qual é a área do retângulo?

    Ver resolução
    AB é horizontal, de comprimento \(5 - 1 = 4\), e BC é vertical, de comprimento \(4 - 1 = 3\).
    D fica acima de A, na altura de C, com a abscissa de A e a ordenada de C.
    \(D(1;\ 4)\), e a área é \(4 \cdot 3 = 12\).
  6. médio

    Para que valores de \(k\) o ponto \(P(2k - 6;\ k + 1)\) está no 2º quadrante?

    Ver resolução
    No 2º quadrante a abscissa é negativa e a ordenada é positiva.
    \(2k - 6 < 0\) dá \(k < 3\), e \(k + 1 > 0\) dá \(k > -1\). As duas condições valem juntas.
    \(k \in\ ]{-1};\ 3[\)
  7. médio

    O simétrico de um ponto P em relação à bissetriz \(y = x\) é \((-4;\ 7)\). Quem é P, e qual é o simétrico de P em relação à origem?

    Ver resolução
    Refletir duas vezes na bissetriz devolve o ponto, e por isso P é o par com as coordenadas trocadas, \((7;\ -4)\).
    Na origem trocamos os dois sinais.
    \(P = (7;\ -4)\), e o simétrico em relação à origem é \((-7;\ 4)\).
  8. médio

    Refletimos \(P(3;\ 1)\) no eixo \(x\) e, em seguida, refletimos o resultado no eixo \(y\). Que ponto obtemos, e que simetria só faz o mesmo de uma vez?

    Ver resolução
    A primeira reflexão leva \((3;\ 1)\) a \((3;\ -1)\), e a segunda leva \((3;\ -1)\) a \((-3;\ -1)\).
    As duas coordenadas trocaram de sinal, e qualquer ponto teria o mesmo destino.
    \((-3;\ -1)\). As duas reflexões juntas são a simetria em relação à origem, uma rotação de 180°.
  9. desafio

    Refletimos um ponto \(P(a;\ b)\) na bissetriz \(y = x\) e depois no eixo \(x\). Para que pontos o resultado é o próprio P? Que movimento as duas reflexões fazem juntas?

    Ver resolução
    A bissetriz leva \((a;\ b)\) a \((b;\ a)\), e o eixo \(x\) leva esse ponto a \((b;\ -a)\).
    Para que \((b;\ -a) = (a;\ b)\), precisamos de \(b = a\) e de \(-a = b\), e as duas igualdades juntas dão \(a = b = 0\).
    A regra \((a;\ b) \mapsto (b;\ -a)\) leva \((1;\ 0)\) a \((0;\ -1)\) e \((0;\ 1)\) a \((1;\ 0)\), o que é uma rotação de 90° no sentido horário em torno da origem.
    Só a origem volta a si mesma, e as duas reflexões juntas giram o plano 90° no sentido horário.
  10. desafio

    Um ponto P está no 3º quadrante, coincide com o seu simétrico em relação à bissetriz \(y = x\) e está a 4 unidades do eixo \(x\). Quais são as coordenadas de P?

    Ver resolução
    Coincidir com o simétrico na bissetriz quer dizer \((y;\ x) = (x;\ y)\), isto é, \(x = y\), e P está sobre a própria bissetriz.
    A distância de P ao eixo \(x\) é \(|y| = 4\), e no 3º quadrante \(y < 0\), o que dá \(y = -4\).
    \(P = (-4;\ -4)\)
PASSO 2

Qual é a distância entre dois pontos?

Para ir de \(A = (x_A;\ y_A)\) até \(B = (x_B;\ y_B)\) andamos \(\Delta x = x_B - x_A\) na horizontal e \(\Delta y = y_B - y_A\) na vertical. Os dois deslocamentos e o segmento AB formam um triângulo retângulo, com catetos \(|\Delta x|\) e \(|\Delta y|\) e hipotenusa AB.

O teorema de Pitágoras, que a aula de Geometria Plana demonstra, dá então a distância entre os pontos. Os quadrados apagam o sinal das diferenças, e tanto faz medir de A para B ou de B para A. Quando os dois pontos estão na mesma horizontal, a fórmula se reduz a \(|\Delta x|\), e na mesma vertical, a \(|\Delta y|\).

A linha reta não é a única medida que interessa. Num bairro de ruas em malha, quem caminha só pode seguir as ruas, na horizontal e na vertical, e o caminho mais curto mede \(|\Delta x| + |\Delta y|\) quarteirões, por qualquer escada que não dê volta. Essa distância pelas ruas nunca é menor do que a distância em linha reta, e as duas só coincidem quando A e B estão na mesma rua. Para quem anda a pé numa cidade planejada, ela provavelmente descreve o trajeto melhor do que a linha reta.

\(d(A, B) = \sqrt{(\Delta x)^2 + (\Delta y)^2}\)\(d_{\text{ruas}} = |\Delta x| + |\Delta y|\)Com \(\Delta x = x_B - x_A\) e \(\Delta y = y_B - y_A\). A primeira fórmula é o teorema de Pitágoras no triângulo de catetos \(|\Delta x|\) e \(|\Delta y|\).

Para conversar

  • Deixe A em \((-3;\ -2)\) e leve B até \((1;\ 1)\). Confira a distância com os catetos 4 e 3. Depois troque A e B de lugar. O que muda nas diferenças, e o que não muda?
  • Arraste B até a horizontal de A. O que acontece com o triângulo, e a que conta mais simples a distância se reduz?
  • No modo pelas ruas, mantenha A parado e procure quatro posições de B a 6 quarteirões de A. Que figura esses pontos parecem desenhar em volta de A?
  • Ainda pelas ruas, ponha B numa posição em que as duas distâncias coincidam, e depois numa em que a distância pelas ruas fique o mais longe possível da linha reta, para o mesmo \(d(A, B)\). Em que direção B estava?
Δx
Δy
d(A, B)
Pelas ruas
Exercícios do passo 2 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Calcule a distância entre \(A(1;\ 2)\) e \(B(7;\ 10)\).

    Ver resolução
    \(\Delta x = 7 - 1 = 6\) e \(\Delta y = 10 - 2 = 8\).
    \(d = \sqrt{6^2 + 8^2} = \sqrt{100}\)
    \(d(A, B) = 10\)
  2. básico

    Calcule a distância entre \(A(-2;\ 3)\) e \(B(3;\ -9)\).

    Ver resolução
    \(\Delta x = 3 - (-2) = 5\) e \(\Delta y = -9 - 3 = -12\). O sinal negativo some no quadrado.
    \(d = \sqrt{25 + 144} = \sqrt{169}\)
    \(d(A, B) = 13\)
  3. básico

    A que distância da origem fica o ponto \(P(-6;\ 8)\)?

    Ver resolução
    Com a origem como ponto de partida, as diferenças são as próprias coordenadas.
    \(d = \sqrt{36 + 64} = \sqrt{100}\)
    10 unidades.
  4. básico

    Qual é a distância entre \(A(1{,}5;\ 2)\) e \(B(1{,}5;\ -3)\)?

    Ver resolução
    Os dois pontos têm a mesma abscissa e estão na mesma vertical, com \(\Delta x = 0\).
    Basta a diferença das ordenadas, \(|-3 - 2| = 5\).
    \(d(A, B) = 5\)
  5. médio

    Mostre que o triângulo de vértices \(A(1;\ 1)\), \(B(4;\ 5)\) e \(C(8;\ 2)\) é isósceles e retângulo, e calcule a sua área.

    Ver resolução
    \(AB = \sqrt{3^2 + 4^2} = 5\), \(BC = \sqrt{4^2 + (-3)^2} = 5\) e \(AC = \sqrt{7^2 + 1^2} = \sqrt{50}\).
    Dois lados iguais fazem o triângulo isósceles, e \(5^2 + 5^2 = 50 = AC^2\) mostra, pela recíproca de Pitágoras, que o ângulo em B é reto.
    Os catetos são AB e BC, e a área é \(\dfrac{5 \cdot 5}{2}\).
    Isósceles e retângulo em B, com área 12,5.
  6. médio

    Encontre o ponto do eixo \(x\) que está à mesma distância de \(A(1;\ 4)\) e de \(B(5;\ 2)\).

    Ver resolução
    O ponto tem a forma \(P(x;\ 0)\). Igualamos os quadrados das distâncias, o que evita as raízes.
    \((x - 1)^2 + 16 = (x - 5)^2 + 4\) dá \(x^2 - 2x + 17 = x^2 - 10x + 29\), e daí \(8x = 12\).
    Conferindo, \(0{,}5^2 + 16 = 16{,}25\) e \(3{,}5^2 + 4 = 16{,}25\).
    \(P(1{,}5;\ 0)\)
  7. médio

    O ponto \(P(k;\ 3)\) está a 5 unidades de \(Q(2;\ -1)\). Quais são os valores possíveis de \(k\)?

    Ver resolução
    \((k - 2)^2 + (3 + 1)^2 = 25\) dá \((k - 2)^2 = 9\), e \(k - 2 = 3\) ou \(k - 2 = -3\).
    São dois pontos, porque a horizontal \(y = 3\) corta em dois lugares a circunferência de centro Q e raio 5, assunto do passo 7.
    \(k = 5\) ou \(k = -1\).
  8. médio

    Num bairro em malha com quarteirões de 100 m, a escola fica no ponto \((2;\ 3)\) e a casa de Bia no ponto \((-4;\ -5)\), com as coordenadas contadas em quarteirões. Quanto Bia anda pelas ruas até a escola, e quanto mediria a linha reta?

    Ver resolução
    \(|\Delta x| = 6\) e \(|\Delta y| = 8\) quarteirões.
    Pelas ruas, \(6 + 8 = 14\) quarteirões, e em linha reta \(\sqrt{36 + 64} = 10\) quarteirões.
    1400 m pelas ruas e 1000 m em linha reta.
  9. desafio

    Dois navios estão sobre o mesmo meridiano, um na latitude 2° S e o outro na latitude 1° 30′ N. Uma milha náutica, de 1852 m, corresponde a um minuto de latitude. Qual é, aproximadamente, a distância entre os navios ao longo do meridiano?

    Ver resolução
    Com a latitude como ordenada, positiva ao norte, os navios ficam em \(-2\) e em \(1{,}5\), e a diferença é \(3{,}5°\).
    Cada grau tem 60 minutos, e \(3{,}5° = 210'\), ou 210 milhas náuticas.
    \(210 \cdot 1{,}852 = 388{,}92\ \text{km}\)
    Cerca de 389 km. A Terra não é uma esfera perfeita, e o comprimento real de um minuto de latitude varia um pouco entre o equador e os polos.
  10. desafio

    Quais pontos \(P(x;\ y)\) estão à mesma distância de \(A(0;\ 0)\) e de \(B(4;\ 2)\)? Mostre que eles formam uma reta e escreva a sua equação.

    Ver resolução
    Igualando os quadrados das distâncias, \(x^2 + y^2 = (x - 4)^2 + (y - 2)^2\).
    Os termos \(x^2\) e \(y^2\) se cancelam, e sobra \(0 = -8x + 16 - 4y + 4\), isto é, \(2x + y = 5\).
    Uma equação do 1º grau em \(x\) e \(y\) descreve uma reta, como o passo 4 mostra. Ela passa pelo ponto médio de AB, \((2;\ 1)\), e é perpendicular a AB.
    \(y = -2x + 5\), a mediatriz do segmento AB.
PASSO 3

Onde fica o meio de um segmento?

O ponto médio M de um segmento AB fica a meio caminho nas duas direções ao mesmo tempo, e as suas coordenadas são as médias das coordenadas de A e de B. A sombra de M no eixo \(x\) cai no meio da sombra de AB, e o mesmo acontece no eixo \(y\).

A conta vale para qualquer fração do caminho. O ponto P com \(AP = t \cdot AB\) se obtém somando a A a fração \(t\) do deslocamento de A até B, coordenada por coordenada, o que os triângulos semelhantes desenhados sobre o segmento garantem. Com \(t = 1/2\) voltamos ao ponto médio, e com \(t = 1/3\) chegamos ao ponto que divide AB na razão \(AP : PB = 1 : 2\).

Num triângulo, cada mediana liga um vértice ao ponto médio do lado oposto. As três medianas se encontram num ponto só, o baricentro G, que tem por coordenadas as médias das coordenadas dos três vértices e fica a dois terços de cada mediana, contados a partir do vértice. Uma placa triangular fina e uniforme se equilibra sobre G na ponta de um lápis, porque G é o centro de massa da placa, como na aula de Estática.

\(M = \left(\dfrac{x_A + x_B}{2};\ \dfrac{y_A + y_B}{2}\right)\)\(P = A + t\,(B - A)\)\(x_G = \dfrac{x_A + x_B + x_C}{3}\)\(y_G = \dfrac{y_A + y_B + y_C}{3}\)Em \(P = A + t\,(B - A)\) a conta é feita coordenada por coordenada, \(x_P = x_A + t\,(x_B - x_A)\) e \(y_P = y_A + t\,(y_B - y_A)\), com \(AP = t \cdot AB\) e \(0 \le t \le 1\).

Para conversar

  • Com \(t = 0{,}5\), P coincide com M. Arraste A e B e confira que as coordenadas de M são as médias. Onde fica M quando A e B são simétricos em relação à origem?
  • Leve \(t\) a 0,25 e depois a 0,75. Em que razão P divide AB em cada caso?
  • No modo triângulo, puxe um vértice para bem longe. As três medianas continuam se encontrando num ponto só?
  • Ainda no triângulo, compare AG com GM na leitura enquanto deforma a figura. A razão entre eles muda?
Exercícios do passo 3 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Encontre o ponto médio do segmento de extremos \(A(2;\ 7)\) e \(B(6;\ -1)\).

    Ver resolução
    \(x_M = \dfrac{2 + 6}{2} = 4\) e \(y_M = \dfrac{7 + (-1)}{2} = 3\).
    \(M(4;\ 3)\)
  2. básico

    Encontre o ponto médio do segmento de extremos \(A(-3;\ 4)\) e \(B(2;\ -2)\).

    Ver resolução
    \(x_M = \dfrac{-3 + 2}{2} = -0{,}5\) e \(y_M = \dfrac{4 - 2}{2} = 1\).
    \(M(-0{,}5;\ 1)\)
  3. básico

    \(M(1;\ 2)\) é o ponto médio de AB, e \(A = (-1;\ 5)\). Quais são as coordenadas de B?

    Ver resolução
    De \(\dfrac{-1 + x_B}{2} = 1\) vem \(x_B = 3\), e de \(\dfrac{5 + y_B}{2} = 2\) vem \(y_B = -1\).
    Em uma linha só, \(B = 2M - A\), coordenada por coordenada.
    \(B(3;\ -1)\)
  4. básico

    Qual é o baricentro do triângulo de vértices \(A(0;\ 0)\), \(B(6;\ 0)\) e \(C(3;\ 6)\)?

    Ver resolução
    \(x_G = \dfrac{0 + 6 + 3}{3} = 3\) e \(y_G = \dfrac{0 + 0 + 6}{3} = 2\).
    \(G(3;\ 2)\), a um terço da altura, contado a partir da base AB.
  5. médio

    Encontre os dois pontos que dividem o segmento de extremos \(A(1;\ 1)\) e \(B(7;\ 4)\) em três partes iguais.

    Ver resolução
    O deslocamento de A até B é \((6;\ 3)\), e cada terço dele é \((2;\ 1)\).
    Com \(t = 1/3\), \((1 + 2;\ 1 + 1)\), e com \(t = 2/3\), \((1 + 4;\ 1 + 2)\).
    \((3;\ 2)\) e \((5;\ 3)\)
  6. médio

    Três vértices consecutivos de um paralelogramo ABCD são \(A(1;\ 1)\), \(B(5;\ 2)\) e \(C(6;\ 5)\). Encontre o vértice D.

    Ver resolução
    As diagonais de um paralelogramo se cortam ao meio, e AC e BD têm o mesmo ponto médio, \(\left(\dfrac{1 + 6}{2};\ \dfrac{1 + 5}{2}\right) = (3{,}5;\ 3)\).
    D é o simétrico de B em relação a esse ponto, \(D = (2 \cdot 3{,}5 - 5;\ 2 \cdot 3 - 2)\).
    Conferindo, de A até B andamos \((4;\ 1)\), e de D até C também.
    \(D(2;\ 4)\)
  7. médio

    No triângulo de vértices \(A(0;\ 6)\), \(B(-2;\ 0)\) e \(C(4;\ 2)\), quanto mede a mediana que sai de A?

    Ver resolução
    A mediana vai de A até o ponto médio de BC, \(M = \left(\dfrac{-2 + 4}{2};\ \dfrac{0 + 2}{2}\right) = (1;\ 1)\).
    \(AM = \sqrt{(1 - 0)^2 + (1 - 6)^2} = \sqrt{26}\)
    \(\sqrt{26} \approx 5{,}10\)
  8. médio

    O ponto P do segmento de extremos \(A(-2;\ 3)\) e \(B(8;\ -2)\) divide AB na razão \(AP : PB = 2 : 3\). Quais são as coordenadas de P?

    Ver resolução
    Com \(AP : PB = 2 : 3\), o segmento tem 5 partes e AP ocupa 2 delas, e \(t = 2/5 = 0{,}4\).
    O deslocamento de A até B é \((10;\ -5)\), e \(0{,}4\) dele é \((4;\ -2)\).
    \(P = (-2 + 4;\ 3 - 2) = (2;\ 1)\)
  9. desafio

    O baricentro de um triângulo ABC é \(G(2;\ 1)\), com \(A(0;\ 0)\) e \(B(5;\ 0)\). Encontre C e confira que G fica a dois terços da mediana que sai de C.

    Ver resolução
    De \(\dfrac{0 + 5 + x_C}{3} = 2\) vem \(x_C = 1\), e de \(\dfrac{0 + 0 + y_C}{3} = 1\) vem \(y_C = 3\).
    A mediana vai de \(C(1;\ 3)\) até o ponto médio de AB, \((2{,}5;\ 0)\). Dois terços do deslocamento \((1{,}5;\ -3)\) são \((1;\ -2)\), e \(C + (1;\ -2) = (2;\ 1) = G\).
    \(C(1;\ 3)\)
  10. desafio

    Mostre, com coordenadas, que os pontos médios dos quatro lados de um quadrilátero qualquer ABCD são vértices de um paralelogramo.

    Ver resolução
    Sejam \(M_1\), \(M_2\), \(M_3\) e \(M_4\) os pontos médios de AB, BC, CD e DA. Com as coordenadas escritas como médias, o deslocamento de \(M_1\) até \(M_2\) é \(\dfrac{B + C}{2} - \dfrac{A + B}{2} = \dfrac{C - A}{2}\).
    Do mesmo jeito, o deslocamento de \(M_4\) até \(M_3\) é \(\dfrac{C + D}{2} - \dfrac{D + A}{2} = \dfrac{C - A}{2}\).
    Os lados \(M_1M_2\) e \(M_4M_3\) são paralelos e têm o mesmo comprimento, metade da diagonal AC, e um quadrilátero com um par de lados opostos assim é um paralelogramo. O resultado leva o nome de Varignon.
PASSO 4

Como se escreve a equação de uma reta?

Ao longo de uma reta não vertical, a razão \(\Delta y / \Delta x\) entre dois pontos quaisquer dá sempre o mesmo número, o coeficiente angular \(m\). Os triângulos de catetos \(\Delta x\) e \(\Delta y\) desenhados sobre a reta são semelhantes, e por isso a razão não depende dos pontos escolhidos. Ele é a tangente do ângulo θ que a reta faz com o eixo \(x\). Quando θ é agudo, essa tangente se lê num desses triângulos, o cateto oposto a θ dividido pelo cateto adjacente, e quando θ é obtuso, \(m\) é negativo, e o mesmo quociente aparece com o sinal trocado.

Um ponto \((x;\ y)\) está na reta que passa por A com inclinação \(m\) quando \(y - y_A = m\,(x - x_A)\). Isolando \(y\), chegamos à equação reduzida \(y = mx + n\), em que \(n\), o coeficiente linear, é a ordenada do ponto em que a reta corta o eixo \(y\). É a reta da aula de Função Afim, com \(m\) no papel de \(a\) e \(n\) no de \(b\), e a conta da reta por dois pontos é a mesma de lá.

A reta vertical escapa dessa forma. Todos os seus pontos têm a mesma abscissa, \(\Delta x\) vale zero, e ela não tem coeficiente angular. A equação geral \(ax + by + c = 0\) dá conta de todas as retas, e a vertical é o caso \(b = 0\). Uma reta vertical não é o gráfico de uma função de \(x\), porque a sua única entrada teria infinitas saídas.

\(m = \dfrac{\Delta y}{\Delta x} = \operatorname{tg}\theta\)\(y - y_A = m\,(x - x_A)\)\(y = mx + n\)\(ax + by + c = 0\)Com \(\Delta x \ne 0\). O ângulo θ, de 0° a 180°, é medido do eixo \(x\) até a reta no sentido anti-horário, e \(m\) é positivo quando θ é agudo e negativo quando θ é obtuso. Com \(b \ne 0\), a equação geral dá \(m = -a/b\) e \(n = -c/b\).

Para conversar

  • Deixe A parado e arraste B ao longo da reta. O triângulo muda de tamanho. O que acontece com \(m\)?
  • Deixe a reta subindo e depois descendo. Que sinal tem \(m\) em cada caso, e θ fica agudo ou obtuso?
  • Toque em "Horizontal" e depois em "Vertical". Qual das duas tem \(m = 0\), e qual fica sem equação reduzida?
  • Ponha A em \((0;\ 1)\) e B em \((2;\ 4)\). Leia \(n\), confira o ponto em que a reta corta o eixo \(y\) e escreva a equação geral antes de olhar a leitura.
Coeficiente angular m
Inclinação θ
Coeficiente linear n
Δx e Δy
Equação reduzida e equação geral
Exercícios do passo 4 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Qual é o coeficiente angular da reta que passa por \(A(1;\ 2)\) e \(B(4;\ 11)\)?

    Ver resolução
    \(m = \dfrac{11 - 2}{4 - 1} = \dfrac{9}{3}\)
    \(m = 3\). A cada unidade para a direita, a reta sobe 3.
  2. básico

    Escreva a equação reduzida da reta de coeficiente angular \(-2\) que passa por \((3;\ 1)\).

    Ver resolução
    \(y - 1 = -2\,(x - 3)\) dá \(y = -2x + 6 + 1\).
    \(y = -2x + 7\)
  3. básico

    Para a reta \(y = 3x - 6\), dê \(m\), \(n\) e os pontos em que ela corta os dois eixos.

    Ver resolução
    \(m = 3\) e \(n = -6\), e a reta corta o eixo \(y\) em \((0;\ -6)\).
    No eixo \(x\), \(y = 0\), e \(3x - 6 = 0\) dá \(x = 2\).
    \(m = 3\), \(n = -6\), com cortes em \((0;\ -6)\) e \((2;\ 0)\).
  4. básico

    Escreva as equações da reta vertical e da reta horizontal que passam por \((-2;\ 5)\).

    Ver resolução
    Na vertical, todos os pontos têm a abscissa \(-2\), e na horizontal, todos têm a ordenada 5.
    \(x = -2\) e \(y = 5\). Só a horizontal tem equação reduzida, com \(m = 0\) e \(n = 5\).
  5. médio

    Escreva as equações reduzida e geral da reta que passa por \(A(-1;\ 4)\) e \(B(3;\ -4)\).

    Ver resolução
    \(m = \dfrac{-4 - 4}{3 - (-1)} = \dfrac{-8}{4} = -2\).
    \(y - 4 = -2\,(x + 1)\) dá \(y = -2x + 2\), e passando tudo para um lado, \(2x + y - 2 = 0\).
    Conferindo em B, \(-2 \cdot 3 + 2 = -4\).
    \(y = -2x + 2\) e \(2x + y - 2 = 0\)
  6. médio

    Os pontos \((1;\ 3)\), \((3;\ 7)\) e \((5;\ 11)\) estão alinhados? E o ponto \((-2;\ -2)\) está na mesma reta?

    Ver resolução
    Do primeiro ao segundo, \(m = \dfrac{7 - 3}{3 - 1} = 2\), e do segundo ao terceiro, \(m = \dfrac{11 - 7}{5 - 3} = 2\). Os coeficientes iguais, com um ponto em comum, põem os três na mesma reta, \(y = 2x + 1\).
    Em \(x = -2\) a reta dá \(y = -3\), e não \(-2\).
    Os três primeiros estão alinhados, e \((-2;\ -2)\) fica fora da reta.
  7. médio

    Dê o coeficiente angular e o coeficiente linear da reta \(3x - 4y + 8 = 0\).

    Ver resolução
    Isolando \(y\), \(4y = 3x + 8\), e \(y = \dfrac{3}{4}x + 2\).
    Pela regra geral, \(m = -a/b = -3/(-4)\) e \(n = -c/b = -8/(-4)\).
    \(m = 0{,}75\) e \(n = 2\)
  8. médio

    Uma reta faz 45° com o eixo \(x\) e passa por \((2;\ -1)\). Escreva a sua equação. E se o ângulo fosse 135°?

    Ver resolução
    Com θ = 45°, o triângulo retângulo sobre a reta é isósceles, \(\Delta y = \Delta x\), e \(m = 1\). Daí \(y + 1 = x - 2\).
    Com θ = 135°, a reta desce na mesma proporção, \(\Delta y = -\Delta x\), e \(m = -1\). Daí \(y + 1 = -(x - 2)\).
    \(y = x - 3\) e \(y = -x + 1\)
  9. desafio

    Para que valores de \(k\) os pontos \(A(0;\ 0)\), \(B(2;\ k)\) e \(C(k;\ 8)\) estão alinhados?

    Ver resolução
    Alinhados, os pontos dão o mesmo coeficiente angular de A até B e de A até C: \(\dfrac{k}{2} = \dfrac{8}{k}\), com \(k \ne 0\).
    Daí \(k^2 = 16\), e \(k = 4\) ou \(k = -4\).
    Com \(k = 4\), os pontos \((2;\ 4)\) e \((4;\ 8)\) estão em \(y = 2x\). Com \(k = -4\), \((2;\ -4)\) e \((-4;\ 8)\) estão em \(y = -2x\).
    Com \(k = 0\), C cairia em \((0;\ 8)\), na vertical de A, e B em \((2;\ 0)\), fora dela.
    \(k = 4\) ou \(k = -4\)
  10. desafio

    Mostre que a reta que corta os eixos em \((p;\ 0)\) e \((0;\ q)\), com \(p \ne 0\) e \(q \ne 0\), tem equação \(\dfrac{x}{p} + \dfrac{y}{q} = 1\). Use essa forma para a reta que corta os eixos em \((4;\ 0)\) e \((0;\ -2)\).

    Ver resolução
    Os dois pontos dão \(m = \dfrac{q - 0}{0 - p} = -\dfrac{q}{p}\) e \(n = q\), e a reta é \(y = -\dfrac{q}{p}x + q\).
    Dividindo tudo por \(q\), \(\dfrac{y}{q} = -\dfrac{x}{p} + 1\), que é a forma pedida, chamada segmentária.
    Com \(p = 4\) e \(q = -2\), \(\dfrac{x}{4} - \dfrac{y}{2} = 1\). Multiplicando por 4, \(x - 2y - 4 = 0\).
    \(\dfrac{x}{4} - \dfrac{y}{2} = 1\), ou \(y = \dfrac{1}{2}x - 2\)
PASSO 5

Quando duas retas se cruzam, e onde?

Duas retas do plano se cruzam num único ponto, ou nunca se cruzam, ou são a mesma reta. Os coeficientes angulares decidem entre esses casos. Com \(m_r \ne m_s\) as retas são concorrentes, e com \(m_r = m_s\) elas são paralelas, distintas quando os coeficientes lineares diferem e coincidentes quando também eles são iguais.

O ponto comum de duas concorrentes satisfaz as duas equações ao mesmo tempo, e achá-lo é resolver um sistema de duas equações do 1º grau. Cada equação é uma reta e a solução é o cruzamento. Um sistema sem solução corresponde a duas paralelas, e um com infinitas soluções, a duas retas coincidentes.

Entre as concorrentes, as perpendiculares têm uma assinatura simples. Girar o triângulo de catetos \(\Delta x\) e \(\Delta y\) de 90° troca os catetos de lugar e o sinal de um deles, e a inclinação \(\Delta y / \Delta x\) vira \(-\Delta x / \Delta y\). Quando nenhuma das retas é vertical, elas são perpendiculares exatamente quando \(m_r \cdot m_s = -1\).

\(m_r \ne m_s\): concorrentes\(m_r \cdot m_s = -1\): perpendiculares\(\begin{cases} a_r x + b_r y + c_r = 0 \\ a_s x + b_s y + c_s = 0 \end{cases}\)Retas com o mesmo coeficiente angular são paralelas, ou coincidentes quando também têm o mesmo coeficiente linear. Pela equação geral, a perpendicularidade é \(a_r a_s + b_r b_s = 0\), condição que inclui o par formado por uma reta vertical e uma horizontal.

Para conversar

  • Arraste C e D até s ficar paralela a r, sem usar o botão. Que leitura mostra que você acertou, e o que aconteceu com o ponto de interseção?
  • Toque em "s perpendicular a r" e multiplique \(m_r\) por \(m_s\) de cabeça. Depois incline r e toque de novo.
  • Deixe r horizontal e s vertical. O produto dos coeficientes ainda faz sentido? Como a bancada decide que elas são perpendiculares?
  • Toque em "s paralela a r" e arraste C até cima de r. Quantas soluções teria o sistema formado pelas duas equações?
\(m_r\) e \(m_s\)
\(m_r \cdot m_s\)
Posição
Interseção
Sistema
Exercícios do passo 5 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Qual é a posição relativa das retas \(y = 2x + 1\) e \(y = 2x - 3\)?

    Ver resolução
    As duas têm \(m = 2\) e coeficientes lineares diferentes, 1 e \(-3\).
    São paralelas e distintas.
  2. básico

    As retas \(y = 3x - 1\) e \(y = -\dfrac{1}{3}x + 2\) são perpendiculares?

    Ver resolução
    \(3 \cdot \left(-\dfrac{1}{3}\right) = -1\)
    Sim, são perpendiculares.
  3. básico

    Encontre o ponto comum das retas \(y = x + 1\) e \(y = -2x + 7\).

    Ver resolução
    No ponto comum as duas ordenadas são iguais: \(x + 1 = -2x + 7\), e \(3x = 6\).
    Com \(x = 2\), \(y = 2 + 1 = 3\), e a outra equação confirma, \(-4 + 7 = 3\).
    \((2;\ 3)\)
  4. básico

    Escreva a reta paralela a \(y = 4x - 5\) que passa pela origem.

    Ver resolução
    A paralela tem o mesmo \(m = 4\), e passar pela origem dá \(n = 0\).
    \(y = 4x\)
  5. médio

    Escreva a reta perpendicular a \(y = 2x + 3\) que passa por \((4;\ 1)\).

    Ver resolução
    A perpendicular tem \(m = -\dfrac{1}{2}\), porque \(2 \cdot \left(-\dfrac{1}{2}\right) = -1\).
    \(y - 1 = -\dfrac{1}{2}(x - 4)\) dá \(y = -\dfrac{1}{2}x + 2 + 1\).
    \(y = -\dfrac{1}{2}x + 3\)
  6. médio

    Encontre o ponto em que se cruzam as retas \(2x + 3y = 12\) e \(x - y = 1\).

    Ver resolução
    Da segunda, \(x = y + 1\). Na primeira, \(2(y + 1) + 3y = 12\) dá \(5y = 10\), e \(y = 2\).
    Daí \(x = 3\), e conferindo na primeira, \(6 + 6 = 12\).
    \((3;\ 2)\)
  7. médio

    Para que valor de \(k\) as retas \(kx + 2y - 3 = 0\) e \(3x - y + 5 = 0\) são paralelas? E para que valor são perpendiculares?

    Ver resolução
    Os coeficientes angulares são \(-\dfrac{k}{2}\) e 3.
    Paralelas pedem \(-\dfrac{k}{2} = 3\), e \(k = -6\). Nesse caso a primeira é \(y = 3x + 1{,}5\) e a segunda \(y = 3x + 5\), distintas.
    Perpendiculares pedem \(-\dfrac{k}{2} \cdot 3 = -1\), e \(k = \dfrac{2}{3}\).
    \(k = -6\) para paralelas e \(k = \dfrac{2}{3}\) para perpendiculares.
  8. médio

    Que tipo de quadrilátero é ABCD, com \(A(0;\ 0)\), \(B(4;\ 1)\), \(C(5;\ 5)\) e \(D(1;\ 4)\)?

    Ver resolução
    AB e DC têm \(m = \dfrac{1}{4}\), e AD e BC têm \(m = 4\). Os lados opostos são paralelos, e ABCD é um paralelogramo.
    Os quatro lados medem \(\sqrt{17}\), como mostra a distância do passo 2, e o paralelogramo é um losango.
    Os lados vizinhos AB e AD dão \(\dfrac{1}{4} \cdot 4 = 1 \ne -1\), e o ângulo em A não é reto. As diagonais AC, com \(m = 1\), e BD, com \(m = -1\), são perpendiculares, como em todo losango.
    Um losango que não é quadrado.
  9. desafio

    Encontre o ponto em que se cruzam as três alturas do triângulo de vértices \(A(0;\ 0)\), \(B(6;\ 0)\) e \(C(2;\ 4)\).

    Ver resolução
    AB é horizontal, e a altura que sai de C é a vertical \(x = 2\).
    BC tem \(m = \dfrac{4 - 0}{2 - 6} = -1\), e a altura que sai de A é perpendicular a ela, com \(m = 1\): \(y = x\).
    As duas se cruzam em \((2;\ 2)\). Conferindo a terceira, AC tem \(m = 2\), a altura de B tem \(m = -\dfrac{1}{2}\), \(y = -\dfrac{1}{2}(x - 6)\), e em \(x = 2\) dá \(y = 2\).
    \((2;\ 2)\), o ortocentro do triângulo.
  10. desafio

    Discuta, conforme o valor de \(k\), quantas soluções tem o sistema formado por \(x + ky = 2\) e \(kx + 4y = 4\), e diga o que acontece com as duas retas em cada caso.

    Ver resolução
    As retas têm a mesma direção quando \(1 \cdot 4 - k \cdot k = 0\), isto é, \(k = 2\) ou \(k = -2\). Para os outros valores elas são concorrentes, e o sistema tem uma única solução.
    Com \(k = 2\), a segunda equação é \(2x + 4y = 4\), o dobro da primeira, \(x + 2y = 2\). As retas coincidem e o sistema tem infinitas soluções.
    Com \(k = -2\), as equações ficam \(x - 2y = 2\) e \(-2x + 4y = 4\), que equivale a \(x - 2y = -2\). As retas são paralelas e distintas, e não há solução.
    Solução única para \(k \ne \pm 2\), infinitas para \(k = 2\) e nenhuma para \(k = -2\).
PASSO 6

Quão longe fica um ponto de uma reta?

A distância de um ponto P a uma reta r é o comprimento do menor segmento que liga P a um ponto da reta. O menor deles é o perpendicular, PH, porque qualquer outro segmento PQ é a hipotenusa do triângulo retângulo PHQ e mede mais que o cateto PH. Quem mora ao lado de uma estrada reta chega mais depressa a ela pelo caminho que a encontra em ângulo reto.

Com r na forma geral, a distância sai de uma fórmula só, sem que precisemos achar H. O numerador é o valor que P dá na equação da reta, em módulo, e ele se anula exatamente nos pontos da reta. O denominador acerta a escala, já que multiplicar a equação inteira por um número não muda a reta e não pode mudar a distância.

A distância a uma reta é também a altura de um triângulo. Tomando AB como base e a distância de P à reta AB como altura, a área de ABP é metade do módulo de um determinante montado com as coordenadas dos três pontos. Esse determinante se anula quando A, B e P estão alinhados, o que dá um teste de alinhamento de uma conta só.

\(d(P, r) = \dfrac{|a x_P + b y_P + c|}{\sqrt{a^2 + b^2}}\)\(\text{Área}(ABP) = \dfrac{|D|}{2}\)\(D = \begin{vmatrix} x_A & y_A & 1 \\ x_B & y_B & 1 \\ x_P & y_P & 1 \end{vmatrix}\)Com r: \(ax + by + c = 0\). Desenvolvido, o determinante é \(D = (x_B - x_A)(y_P - y_A) - (x_P - x_A)(y_B - y_A)\), positivo quando A, B, P giram no sentido anti-horário.

Para conversar

  • Arraste P ao longo de uma paralela a r. O que acontece com a distância e com a área do triângulo ABP?
  • Ponha P sobre a reta. Que valor P dá na equação de r, e quanto vale a área?
  • Afaste B de A sem mexer em P. A distância de P à reta muda? E a área?
  • Passe P de um lado da reta para o outro e acompanhe o sinal de \(a x_P + b y_P + c\). O que o sinal diz sobre o lado em que P está?
Reta r
Valor de P na equação
\(d(P, r)\)
Base AB
Área de ABP
Exercícios do passo 6 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Calcule a distância do ponto \(P(3;\ 4)\) à reta \(3x + 4y - 5 = 0\).

    Ver resolução
    \(d = \dfrac{|3 \cdot 3 + 4 \cdot 4 - 5|}{\sqrt{9 + 16}} = \dfrac{20}{5}\)
    \(d = 4\)
  2. básico

    A que distância da origem passa a reta \(x + y - 4 = 0\)?

    Ver resolução
    \(d = \dfrac{|0 + 0 - 4|}{\sqrt{1 + 1}} = \dfrac{4}{\sqrt{2}}\)
    \(2\sqrt{2} \approx 2{,}83\)
  3. básico

    Qual é a distância do ponto \(P(5;\ -2)\) à reta \(x = 1\)?

    Ver resolução
    A reta é vertical, e a perpendicular a ela por P é horizontal. Basta a diferença das abscissas, \(|5 - 1|\).
    Pela fórmula, com \(x - 1 = 0\), \(\dfrac{|5 - 1|}{\sqrt{1}}\) dá o mesmo.
    \(d = 4\)
  4. básico

    Calcule a área do triângulo de vértices \((0;\ 0)\), \((4;\ 0)\) e \((1;\ 3)\) por base e altura e pelo determinante.

    Ver resolução
    A base sobre o eixo \(x\) mede 4, e a altura é a ordenada do terceiro vértice, 3. A área é \(\dfrac{4 \cdot 3}{2} = 6\).
    Pelo determinante, \(D = (4 - 0)(3 - 0) - (1 - 0)(0 - 0)\), que dá 12, e \(\dfrac{|D|}{2} = 6\).
    Área 6.
  5. médio

    Calcule a área do triângulo de vértices \(A(1;\ 2)\), \(B(4;\ 6)\) e \(C(-2;\ 5)\).

    Ver resolução
    Com \(B - A = (3;\ 4)\) e \(C - A = (-3;\ 3)\),
    \(D = 3 \cdot 3 - (-3) \cdot 4 = 21\)
    O sinal positivo diz que A, B, C giram no sentido anti-horário.
    Área \(= \dfrac{21}{2} = 10{,}5\)
  6. médio

    No triângulo de vértices \(A(0;\ 0)\), \(B(3;\ 4)\) e \(C(5;\ 0)\), calcule a altura relativa ao lado AB e use-a para achar a área.

    Ver resolução
    A reta AB tem \(m = \dfrac{4}{3}\) e passa pela origem, \(4x - 3y = 0\).
    A altura é a distância de C a essa reta, \(\dfrac{|4 \cdot 5 - 3 \cdot 0|}{\sqrt{16 + 9}} = \dfrac{20}{5} = 4\).
    A base mede \(AB = \sqrt{9 + 16} = 5\), e a área é \(\dfrac{5 \cdot 4}{2}\).
    Altura 4 e área 10.
  7. médio

    Qual é a distância entre as retas paralelas \(3x + 4y + 2 = 0\) e \(3x + 4y - 8 = 0\)?

    Ver resolução
    Escolhemos um ponto da primeira, como \((2;\ -2)\), que dá \(6 - 8 + 2 = 0\).
    A distância dele à segunda é \(\dfrac{|6 - 8 - 8|}{\sqrt{9 + 16}} = \dfrac{10}{5}\).
    Qualquer outro ponto da primeira daria o mesmo, porque as retas são paralelas.
    \(d = 2\)
  8. médio

    Os pontos \(A(-1;\ 5)\), \(B(2;\ -1)\) e \(C(4;\ -5)\) estão alinhados?

    Ver resolução
    Com \(B - A = (3;\ -6)\) e \(C - A = (5;\ -10)\),
    \(D = 3 \cdot (-10) - 5 \cdot (-6)\)
    \(D = -30 + 30 = 0\)
    O triângulo ABC teria área zero.
    Sim, os três estão na reta \(y = -2x + 3\).
  9. desafio

    Encontre os pontos do eixo \(x\) que estão à distância 2 da reta \(3x - 4y + 4 = 0\).

    Ver resolução
    Um ponto do eixo \(x\) é \((x;\ 0)\), e a condição é \(\dfrac{|3x + 4|}{5} = 2\), isto é, \(|3x + 4| = 10\).
    \(3x + 4 = 10\) dá \(x = 2\), e \(3x + 4 = -10\) dá \(x = -\dfrac{14}{3}\).
    São dois pontos, um de cada lado da reta.
    \((2;\ 0)\) e \(\left(-\dfrac{14}{3};\ 0\right)\)
  10. desafio

    Encontre o simétrico do ponto \(P(4;\ 1)\) em relação à reta \(y = x + 1\).

    Ver resolução
    O simétrico P′ fica na perpendicular à reta que passa por P, à mesma distância do outro lado. Essa perpendicular tem \(m = -1\): \(y - 1 = -(x - 4)\), ou \(y = -x + 5\).
    O pé H é o cruzamento com \(y = x + 1\): \(x + 1 = -x + 5\) dá \(x = 2\), e \(H = (2;\ 3)\).
    H é o ponto médio de PP′, e \(P' = 2H - P = (4 - 4;\ 6 - 1)\).
    \(P' = (0;\ 5)\)
PASSO 7

Que equação descreve uma circunferência?

A circunferência de centro \(C = (a;\ b)\) e raio \(r\) é o conjunto dos pontos do plano que estão à distância \(r\) de C. A fórmula da distância do passo 2, elevada ao quadrado, transforma essa definição numa equação, a equação reduzida, na qual o centro e o raio se leem diretamente.

Desenvolvendo os quadrados, chegamos à equação geral, com \(x^2\) e \(y^2\) de coeficiente 1 e sem termo em \(xy\). O caminho de volta é completar quadrados, e nem sempre ele termina numa circunferência. Quando o número que faria o papel de \(r^2\) dá zero, a equação descreve um único ponto, e quando dá negativo, nenhum.

Com uma desigualdade no lugar da igualdade, a equação passa a repartir o plano, com os pontos de \((x - a)^2 + (y - b)^2 < r^2\) dentro e os de \((x - a)^2 + (y - b)^2 > r^2\) fora. Uma antena que alcançasse \(r\) quilômetros em todas as direções cobriria o disco, e uma casa receberia o sinal dentro dele ou na borda. O modelo é ilustrativo, porque o relevo e os prédios provavelmente deformam o alcance de uma antena real.

A circunferência não é o gráfico de uma função de \(x\). Uma reta vertical entre as abscissas \(a - r\) e \(a + r\) a corta duas vezes, e o teste da reta vertical da aula de Funções reprova a curva. Resolvendo para \(y\), cada semicircunferência, a de cima e a de baixo, é o gráfico de uma função.

\((x - a)^2 + (y - b)^2 = r^2\)\(x^2 + y^2 + Dx + Ey + F = 0\)\(a = -\dfrac{D}{2},\ \ b = -\dfrac{E}{2}\)\(r^2 = a^2 + b^2 - F\)A equação geral é a reduzida desenvolvida, com \(D = -2a\), \(E = -2b\) e \(F = a^2 + b^2 - r^2\). Ela só descreve uma circunferência quando \(a^2 + b^2 - F > 0\).

Para conversar

  • Arraste o centro sem mexer no raio. Que números mudam na equação reduzida, e qual fica parado?
  • Leve o centro à origem e o raio a 3. Como fica a equação geral, e que termos desapareceram?
  • Arraste a casa P até a borda do alcance e leia \(d(C, P)\). Depois afaste-a um pouco. Que desigualdade a casa satisfaz em cada posição?
  • Ligue a reta vertical e passe-a pela circunferência de uma ponta à outra. Em que abscissas ela corta dois pontos, um ou nenhum?
Equação reduzida e equação geral
Centro e raio
Distância da casa à antena
A casa P
Exercícios do passo 7 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Escreva a equação reduzida da circunferência de centro \((2;\ -3)\) e raio 4.

    Ver resolução
    Com \(a = 2\), \(b = -3\) e \(r^2 = 16\), o sinal de \(b\) troca dentro do parêntese.
    \((x - 2)^2 + (y + 3)^2 = 16\)
  2. básico

    Dê o centro e o raio de \((x + 1)^2 + (y - 5)^2 = 49\).

    Ver resolução
    \(x + 1 = x - (-1)\), e \(a = -1\). \(y - 5\) dá \(b = 5\), e \(r = \sqrt{49}\).
    Centro \((-1;\ 5)\) e raio 7.
  3. básico

    O ponto \((3;\ 4)\) está dentro, sobre ou fora da circunferência \(x^2 + y^2 = 25\)? E o ponto \((4;\ 4)\)?

    Ver resolução
    \(3^2 + 4^2 = 25\), igual a \(r^2\), e \(4^2 + 4^2 = 32\), maior que 25.
    \((3;\ 4)\) está sobre a circunferência, e \((4;\ 4)\) está fora.
  4. básico

    Escreva a equação geral da circunferência de centro \((1;\ 2)\) e raio 3.

    Ver resolução
    \((x - 1)^2 + (y - 2)^2 = 9\) dá \(x^2 - 2x + 1 + y^2 - 4y + 4 = 9\).
    \(x^2 + y^2 - 2x - 4y - 4 = 0\)
  5. médio

    Encontre o centro e o raio de \(x^2 + y^2 - 6x + 8y = 0\).

    Ver resolução
    Completando quadrados, \(x^2 - 6x = (x - 3)^2 - 9\) e \(y^2 + 8y = (y + 4)^2 - 16\).
    A equação fica \((x - 3)^2 + (y + 4)^2 = 25\).
    Centro \((3;\ -4)\) e raio 5. Como \(F = 0\), a origem está na circunferência, e de fato \(3^2 + 4^2 = 25\).
  6. médio

    Escreva a equação da circunferência que tem o segmento de extremos \(A(-1;\ 2)\) e \(B(5;\ 10)\) como diâmetro.

    Ver resolução
    O centro é o ponto médio do diâmetro, \(\left(\dfrac{-1 + 5}{2};\ \dfrac{2 + 10}{2}\right) = (2;\ 6)\).
    O diâmetro mede \(\sqrt{6^2 + 8^2} = 10\), e o raio, 5.
    \((x - 2)^2 + (y - 6)^2 = 25\)
  7. médio

    Uma antena fica no ponto \((2;\ 1)\) de um mapa em quilômetros e alcança 5 km em todas as direções, num modelo ilustrativo. As casas em \((5;\ 5)\), \((6;\ 4)\) e \((-2;\ -3)\) recebem o sinal?

    Ver resolução
    Comparamos \((x - 2)^2 + (y - 1)^2\) com \(5^2 = 25\).
    \((5;\ 5)\): \(9 + 16 = 25\), na borda. \((6;\ 4)\): \(16 + 9 = 25\), também na borda. \((-2;\ -3)\): \(16 + 16 = 32\), fora.
    As duas primeiras recebem, no limite do alcance, e a terceira não.
  8. médio

    A equação \(x^2 + y^2 - 2x - 4y + 5 = 0\) descreve uma circunferência? E \(x^2 + y^2 - 2x - 4y + 6 = 0\)?

    Ver resolução
    Completando quadrados, a primeira fica \((x - 1)^2 + (y - 2)^2 = 0\), satisfeita só pelo ponto \((1;\ 2)\).
    A segunda fica \((x - 1)^2 + (y - 2)^2 = -1\), e uma soma de quadrados nunca é negativa.
    Nenhuma das duas é circunferência. A primeira é um ponto, e a segunda não tem ponto nenhum.
  9. desafio

    Encontre a circunferência que passa por \(A(0;\ 0)\), \(B(6;\ 0)\) e \(C(0;\ 8)\).

    Ver resolução
    O centro está à mesma distância de A e de B, e por isso na mediatriz de AB, a reta \(x = 3\). Também está à mesma distância de A e de C, na mediatriz de AC, a reta \(y = 4\).
    O centro é \((3;\ 4)\), e o raio é a distância até A, \(\sqrt{9 + 16} = 5\).
    O ângulo em A é reto, e BC, que mede 10, é um diâmetro, como manda a semicircunferência de Tales.
    \((x - 3)^2 + (y - 4)^2 = 25\)
  10. desafio

    Para que valores de \(k\) a equação \(x^2 + y^2 + 4x - 2y + k = 0\) descreve uma circunferência? Com \(k = -4\), qual é o raio?

    Ver resolução
    Completando quadrados, \((x + 2)^2 + (y - 1)^2 = 5 - k\), porque \(4 + 1 - k = 5 - k\).
    Uma circunferência pede \(5 - k > 0\), isto é, \(k < 5\).
    Com \(k = -4\), \(r^2 = 9\), e o centro é \((-2;\ 1)\).
    \(k < 5\), e com \(k = -4\) o raio é 3.
PASSO 8

Quantos pontos uma reta e uma circunferência têm em comum?

Uma reta e uma circunferência têm dois pontos em comum, um ou nenhum. A reta é secante no primeiro caso, tangente no segundo e exterior no terceiro, e quem decide é a distância \(d\) do centro à reta, comparada com o raio. Com \(d < r\) a reta entra no disco, com \(d = r\) ela só encosta, e com \(d > r\) passa por fora.

A álgebra conta a mesma história. Pondo \(y = mx + n\) na equação da circunferência, chegamos a uma equação do 2º grau em \(x\), e o sinal do discriminante Δ, o mesmo da aula de Função Quadrática, diz quantas soluções ela tem. Δ positivo dá duas abscissas e dois pontos comuns, Δ nulo dá um ponto só, e Δ negativo, nenhum.

A tangente tem uma propriedade a mais. O raio que chega ao ponto de tangência T é perpendicular a ela, porque T é o ponto da reta mais próximo do centro, o pé da perpendicular do passo 6. Para traçar a tangente num ponto T da circunferência, basta tomar a reta que passa por T perpendicular ao raio CT.

\(d < r\): secante\(d = r\): tangente\(d > r\): exterior\((1 + m^2)\,x^2\)\(+\ 2\,[\,m(n - b) - a\,]\,x\)\(+\ a^2 + (n - b)^2 - r^2 = 0\)A equação do 2º grau, escrita nas três últimas partes, vem de pôr \(y = mx + n\) em \((x - a)^2 + (y - b)^2 = r^2\). O sinal de Δ acompanha o de \(r - d\), positivo com a secante, nulo com a tangente e negativo com a exterior.

Para conversar

  • Com \(m = 0\), a reta é horizontal. Suba \(n\) devagar até a reta sair da circunferência. Em que valor de \(n\) ela fica tangente, e o que Δ mostra nesse instante?
  • Toque em "Tangente por cima" e compare \(d\) com \(r\). Que ângulo o raio faz com a reta no ponto de contato?
  • Mude \(m\) e toque nos dois botões de tangente. Quantas tangentes com a mesma inclinação uma circunferência tem?
  • Arraste o centro até a reta passar por ele. Quanto vale \(d\), e onde ficam os dois pontos comuns em relação ao centro?
Reta e circunferência
Distância \(d\) do centro à reta
Raio \(r\)
Δ
Posição
Pontos comuns
Exercícios do passo 8 10 questões · 4 básicas · 4 médias · 2 desafios
  1. básico

    Qual é a posição da reta \(y = 3\) em relação à circunferência \(x^2 + y^2 = 25\)? E da reta \(y = 6\)?

    Ver resolução
    O centro é a origem e o raio é 5. A reta \(y = 3\) passa a 3 do centro, e \(y = 6\) passa a 6.
    \(y = 3\) é secante, porque \(3 < 5\), e \(y = 6\) é exterior, porque \(6 > 5\).
  2. básico

    Encontre os pontos comuns da reta \(y = 3\) com a circunferência \(x^2 + y^2 = 25\).

    Ver resolução
    Com \(y = 3\), \(x^2 + 9 = 25\), e \(x^2 = 16\).
    \((4;\ 3)\) e \((-4;\ 3)\)
  3. básico

    Para que valores de \(n\) a reta horizontal \(y = n\) é tangente à circunferência \((x - 1)^2 + (y + 2)^2 = 9\)?

    Ver resolução
    A reta horizontal toca a circunferência no ponto mais alto ou no mais baixo, a 3 unidades acima ou abaixo do centro \((1;\ -2)\).
    \(n = 1\) ou \(n = -5\)
  4. básico

    A reta \(3x + 4y - 20 = 0\) e a circunferência \(x^2 + y^2 = 16\) têm quantos pontos em comum?

    Ver resolução
    A distância do centro, a origem, à reta é \(\dfrac{|-20|}{\sqrt{9 + 16}} = 4\), igual ao raio.
    Um ponto só. A reta é tangente.
  5. médio

    Encontre os pontos comuns da reta \(y = x + 1\) com a circunferência \(x^2 + y^2 = 13\).

    Ver resolução
    Substituindo, \(x^2 + (x + 1)^2 = 13\) dá \(2x^2 + 2x - 12 = 0\), ou \(x^2 + x - 6 = 0\).
    \(\Delta = 1 + 24 = 25\), e \(x = \dfrac{-1 \pm 5}{2}\), isto é, \(x = 2\) ou \(x = -3\).
    \((2;\ 3)\) e \((-3;\ -2)\). Conferindo, \(4 + 9 = 13\) e \(9 + 4 = 13\).
  6. médio

    Escreva a equação da reta tangente à circunferência \(x^2 + y^2 = 25\) no ponto \(T(3;\ 4)\).

    Ver resolução
    O raio CT vai da origem até \((3;\ 4)\), com \(m = \dfrac{4}{3}\). A tangente é perpendicular a ele, com \(m = -\dfrac{3}{4}\).
    \(y - 4 = -\dfrac{3}{4}(x - 3)\), e multiplicando por 4, \(4y - 16 = -3x + 9\).
    \(3x + 4y - 25 = 0\). A distância da origem a ela é \(\dfrac{25}{5} = 5\), o raio.
  7. médio

    Para que valores de \(n\) a reta \(y = x + n\) é secante à circunferência \(x^2 + y^2 = 8\)?

    Ver resolução
    Na forma geral, \(x - y + n = 0\), e a distância da origem é \(\dfrac{|n|}{\sqrt{2}}\).
    Secante pede \(\dfrac{|n|}{\sqrt{2}} < \sqrt{8}\), isto é, \(|n| < \sqrt{16} = 4\).
    \(-4 < n < 4\). Com \(n = \pm 4\) a reta é tangente.
  8. médio

    A reta \(y = 2x\) corta a circunferência \((x - 5)^2 + y^2 = 25\) em dois pontos. Encontre-os e calcule a corda entre eles.

    Ver resolução
    Substituindo, \((x - 5)^2 + 4x^2 = 25\) dá \(5x^2 - 10x = 0\), ou \(5x(x - 2) = 0\).
    Os pontos são \((0;\ 0)\) e \((2;\ 4)\), e a corda mede \(\sqrt{4 + 16} = \sqrt{20}\).
    Pela distância, o centro \((5;\ 0)\) fica a \(\dfrac{|10|}{\sqrt{5}} = 2\sqrt{5}\) da reta \(2x - y = 0\), e metade da corda é \(\sqrt{25 - 20} = \sqrt{5}\).
    \((0;\ 0)\) e \((2;\ 4)\), com corda \(2\sqrt{5} \approx 4{,}47\).
  9. desafio

    Encontre as retas tangentes à circunferência \(x^2 + y^2 = 5\) que são paralelas à reta \(y = 2x\).

    Ver resolução
    As paralelas são \(y = 2x + n\), ou \(2x - y + n = 0\), e a tangência pede distância da origem igual ao raio: \(\dfrac{|n|}{\sqrt{5}} = \sqrt{5}\).
    Daí \(|n| = 5\).
    Pela álgebra, \(x^2 + (2x + n)^2 = 5\) dá \(5x^2 + 4nx + n^2 - 5 = 0\), com \(\Delta = 16n^2 - 20(n^2 - 5) = 100 - 4n^2\), nulo para \(n = \pm 5\).
    \(y = 2x + 5\) e \(y = 2x - 5\)
  10. desafio

    De um ponto \(P(5;\ 0)\), fora da circunferência \(x^2 + y^2 = 9\), saem duas retas tangentes. Qual é o comprimento do segmento de P até cada ponto de tangência, e quais são esses pontos?

    Ver resolução
    Em cada ponto de tangência T, o raio CT é perpendicular a PT, e o triângulo CTP é retângulo em T, com hipotenusa \(CP = 5\) e cateto \(CT = 3\).
    Por Pitágoras, \(PT = \sqrt{25 - 9} = 4\).
    T está na circunferência, \(x^2 + y^2 = 9\), e a 4 de P, \((x - 5)^2 + y^2 = 16\). Subtraindo, \(10x - 25 = -7\), e \(x = 1{,}8\). Daí \(y^2 = 9 - 3{,}24 = 5{,}76\), e \(y = \pm 2{,}4\).
    \(PT = 4\), com \(T = (1{,}8;\ 2{,}4)\) e \(T' = (1{,}8;\ -2{,}4)\).
FECHAMENTO

Desafios

Passos 2, 5 e 7 · Torre equidistante

Num mapa ilustrativo, em quilômetros, três antenas estão em \(A(-2;\ 1)\), \(B(4;\ 1)\) e \(C(2;\ 5)\). Uma emissora quer pôr uma torre à mesma distância das três. Onde fica a torre, a que distância de cada antena, e qual é a circunferência que passa pelas três?

Ver resolução
A torre está à mesma distância de A e de B, e por isso na mediatriz de AB, a reta vertical \(x = 1\).
Ela também está na mediatriz de BC. O ponto médio de BC é \((3;\ 3)\), e BC tem \(m = \dfrac{5 - 1}{2 - 4} = -2\), e a mediatriz, perpendicular a BC, tem \(m = \dfrac{1}{2}\): \(y - 3 = \dfrac{1}{2}(x - 3)\).
Em \(x = 1\), \(y = 3 - 1 = 2\), e a torre fica em \((1;\ 2)\).
A distância até A é \(\sqrt{3^2 + 1^2} = \sqrt{10}\), e até C, \(\sqrt{1^2 + 3^2} = \sqrt{10}\) também.
A torre é o centro da circunferência \((x - 1)^2 + (y - 2)^2 = 10\), a uns 3,16 km de cada antena.
Passos 2, 3 e 6 · Um triângulo inteiro

Para o triângulo de vértices \(A(-3;\ -1)\), \(B(5;\ -1)\) e \(C(1;\ 5)\), calcule o perímetro, a área, o baricentro e a altura relativa ao lado AC.

Ver resolução
\(AB = 8\), e \(AC = BC = \sqrt{4^2 + 6^2}\), que dá \(\sqrt{52} = 2\sqrt{13}\). O triângulo é isósceles, com perímetro \(8 + 4\sqrt{13}\), perto de 22,42.
AB é horizontal, e a altura relativa a ele é a diferença das ordenadas, \(5 - (-1) = 6\). A área é \(\dfrac{8 \cdot 6}{2} = 24\), e o determinante confirma, \(D = 8 \cdot 6 - 4 \cdot 0 = 48\).
\(x_G = \dfrac{-3 + 5 + 1}{3} = 1\) e \(y_G = \dfrac{-1 - 1 + 5}{3} = 1\), e \(G = (1;\ 1)\) fica sobre o eixo de simetria \(x = 1\).
A altura relativa a AC sai da área, \(h = \dfrac{2 \cdot 24}{2\sqrt{13}}\), ou \(\dfrac{24}{\sqrt{13}} \approx 6{,}66\), a distância de B à reta AC.
Passos 4 e 5 · Que quadrilátero é este?

Os pontos \(A(1;\ 0)\), \(B(5;\ 2)\), \(C(3;\ 6)\) e \(D(-1;\ 4)\) são vértices consecutivos de um quadrilátero. Use só coeficientes angulares e distâncias para dizer que figura ele é, e calcule a área.

Ver resolução
AB e CD têm \(m = \dfrac{1}{2}\), e BC e DA têm \(m = -2\). Os lados opostos são paralelos, e ABCD é um paralelogramo.
Os lados vizinhos dão \(\dfrac{1}{2} \cdot (-2) = -1\), e os ângulos são retos. É um retângulo.
\(AB = \sqrt{16 + 4} = \sqrt{20}\) e \(BC = \sqrt{4 + 16} = \sqrt{20}\), e os lados são iguais. As diagonais AC, com \(m = 3\), e BD, com \(m = -\dfrac{1}{3}\), são perpendiculares e medem \(\sqrt{40}\).
ABCD é um quadrado de lado \(\sqrt{20}\) e área 20.
Passos 4 e 6 · A estação mais próxima

Num mapa ilustrativo, em quilômetros, uma linha de metrô segue a reta \(y = -\dfrac{1}{2}x + 4\), e um hospital fica em \(H(4;\ 6)\). Onde deveria ficar a estação mais próxima do hospital, e a que distância dele?

Ver resolução
Na forma geral, a linha é \(x + 2y - 8 = 0\), e a distância do hospital a ela é \(\dfrac{|4 + 12 - 8|}{\sqrt{1 + 4}} = \dfrac{8}{\sqrt{5}} \approx 3{,}58\ \text{km}\).
A estação mais próxima é o pé da perpendicular. A perpendicular por H tem \(m = 2\), \(y - 6 = 2(x - 4)\), ou \(y = 2x - 2\).
No cruzamento, \(2x - 2 = -\dfrac{1}{2}x + 4\) dá \(x = 2{,}4\) e \(y = 2{,}8\).
A estação ficaria em \((2{,}4;\ 2{,}8)\), a cerca de 3,58 km do hospital. Pelas ruas o caminho provavelmente seria mais longo.
Passos 5, 7 e 8 · Tangente num ponto

Mostre que \(T(5;\ 4)\) está na circunferência \(x^2 + y^2 - 4x - 6y + 3 = 0\) e escreva a equação da reta tangente a ela em T.

Ver resolução
Completando quadrados, \((x - 2)^2 + (y - 3)^2 = 4 + 9 - 3 = 10\), com centro \((2;\ 3)\) e raio \(\sqrt{10}\).
Em T, \(3^2 + 1^2 = 10\), e T está na circunferência.
O raio de C até T tem \(m = \dfrac{4 - 3}{5 - 2} = \dfrac{1}{3}\), e a tangente, perpendicular a ele, tem \(m = -3\): \(y - 4 = -3(x - 5)\).
A tangente é \(y = -3x + 19\), ou \(3x + y - 19 = 0\). Conferindo, a distância do centro a ela é \(\dfrac{|6 + 3 - 19|}{\sqrt{10}} = \sqrt{10}\), o raio.
Passos 1 e 2 · Latitude como coordenada

Um avião voa para o sul ao longo de um meridiano, a 800 km/h, da latitude 3° S até a latitude 9° 30′ S, num trajeto ilustrativo. Com um minuto de latitude igual a uma milha náutica, de 1852 m, quanto dura o voo?

Ver resolução
Com a latitude como ordenada, positiva ao norte, o avião vai de \(-3\) a \(-9{,}5\), e a diferença é \(6{,}5° = 390'\).
São 390 milhas náuticas, \(390 \cdot 1{,}852 = 722{,}28\ \text{km}\).
\(t = \dfrac{722{,}28}{800} \approx 0{,}90\ \text{h}\)
O voo dura cerca de 54 minutos. Cada grau de latitude vale \(60 \cdot 1{,}852 = 111{,}12\ \text{km}\), uns 8 minutos de voo nessa velocidade.
Passos 7 e 8 · Circunferência tangente a um eixo

Uma circunferência tem centro \((3;\ 4)\) e é tangente ao eixo \(x\). Escreva a sua equação e encontre os pontos em que ela corta o eixo \(y\).

Ver resolução
O eixo \(x\) é a reta \(y = 0\), e a tangência pede raio igual à distância do centro a ele, que é a ordenada 4.
A equação é \((x - 3)^2 + (y - 4)^2 = 16\).
No eixo \(y\), \(x = 0\): \(9 + (y - 4)^2 = 16\), e \((y - 4)^2 = 7\).
Os cortes são \((0;\ 4 + \sqrt{7})\) e \((0;\ 4 - \sqrt{7})\), perto de \((0;\ 6{,}65)\) e \((0;\ 1{,}35)\). O eixo \(y\) passa a 3 do centro, menos que o raio, e é secante.

Questões no estilo ENEM

Escrevemos as cinco questões abaixo no formato do ENEM, com um texto-base tirado do cotidiano, um comando e cinco alternativas, e cada uma retoma um passo diferente da aula. Mais embaixo listamos questões reais da prova sobre os mesmos temas.

  1. Ponto e coordenadas · Passo 1

    Num jogo de celular, o mapa é uma malha cartesiana e cada personagem ocupa um ponto. A personagem de Júlia está em \((-3;\ 4)\). Ela usa um feitiço que a leva ao simétrico do seu ponto em relação ao eixo \(y\) e, logo depois, outro que a leva ao simétrico do novo ponto em relação ao eixo \(x\).

    Em que ponto a personagem termina, e em que quadrante ele está?

    1. \((3;\ -4)\), no 4º quadrante.
    2. \((-3;\ -4)\), no 3º quadrante.
    3. \((3;\ 4)\), no 1º quadrante.
    4. \((4;\ -3)\), no 4º quadrante.
    5. \((-4;\ 3)\), no 2º quadrante.
    Ver resolução
    Resposta: A.
    O simétrico em relação ao eixo \(y\) troca o sinal da abscissa, e \((-3;\ 4)\) vai a \((3;\ 4)\). O simétrico em relação ao eixo \(x\) troca o sinal da ordenada, e \((3;\ 4)\) vai a \((3;\ -4)\), no 4º quadrante.
    A B faz só a reflexão no eixo \(x\), e a C só a reflexão no eixo \(y\). A D é o simétrico do ponto de partida em relação à bissetriz \(y = x\), com as coordenadas de \((-3;\ 4)\) trocadas de lugar. A E troca as coordenadas da resposta certa, \((3;\ -4)\), e também confunde os eixos com a bissetriz.
    As duas reflexões juntas trocam os dois sinais e equivalem à simetria em relação à origem, e a ordem dos feitiços não muda o ponto final.
  2. Distância · Passo 2

    Um aplicativo de entregas de um bairro planejado usa um mapa em que as ruas formam uma malha de quarteirões quadrados de 100 m, com as coordenadas contadas em quarteirões. Uma entregadora de bicicleta sai da loja, no ponto \((1;\ 2)\), e vai até um prédio no ponto \((7;\ 10)\), seguindo as ruas. O aplicativo, porém, informa ao cliente a distância em linha reta entre os dois pontos.

    Quantos metros a entregadora pedala a mais do que a distância informada?

    1. 200
    2. 400
    3. 1000
    4. 1400
    5. 2400
    Ver resolução
    Resposta: B.
    As diferenças são \(\Delta x = 6\) e \(\Delta y = 8\) quarteirões. Pelas ruas, a entregadora percorre \(6 + 8 = 14\) quarteirões, 1400 m. Em linha reta, \(\sqrt{36 + 64} = 10\) quarteirões, 1000 m.
    A diferença é \(1400 - 1000 = 400\ \text{m}\).
    Os 1000 m e os 1400 m são as duas distâncias, e não a diferença. Os 2400 m somam as duas, e os 200 m subtraem os catetos, \(8 - 6\).
    Num bairro de verdade, quarteirões de tamanhos diferentes e ruas de mão única provavelmente aumentariam ainda mais o caminho.
  3. Equação da reta · Passo 4

    Na planta de uma praça, desenhada num plano cartesiano com as medidas em metros, um caminho reto passa pelos bancos \(B_1(2;\ 1)\) e \(B_2(6;\ 3)\). A prefeitura vai instalar um poste de luz sobre o mesmo caminho, no ponto de abscissa 10.

    Qual é a equação do caminho, e em que ponto o poste será instalado?

    1. \(y = 2x - 3\), e o poste fica em \((10;\ 17)\).
    2. \(y = \dfrac{1}{2}x + 1\), e o poste fica em \((10;\ 6)\).
    3. \(y = x - 1\), e o poste fica em \((10;\ 9)\).
    4. \(y = \dfrac{1}{2}x\), e o poste fica em \((10;\ 5)\).
    5. \(y = -\dfrac{1}{2}x + 2\), e o poste fica em \((10;\ -3)\).
    Ver resolução
    Resposta: D.
    \(m = \dfrac{3 - 1}{6 - 2} = \dfrac{1}{2}\), e \(y - 1 = \dfrac{1}{2}(x - 2)\) dá \(y = \dfrac{1}{2}x\). Em \(x = 10\), \(y = 5\). Conferindo nos bancos, \(\dfrac{1}{2} \cdot 2 = 1\) e \(\dfrac{1}{2} \cdot 6 = 3\).
    A A divide \(\Delta x\) por \(\Delta y\), e a reta \(y = 2x - 3\) passa por \(B_1\) mas não por \(B_2\). A B usa a ordenada de \(B_1\) como coeficiente linear, e a reta não passa por nenhum dos bancos. A C passa por \(B_1\) com \(m = 1\), e a E erra o sinal da inclinação.
    Testar as duas pontas na equação final descarta quatro alternativas sem conta nenhuma.
  4. Circunferência · Passo 7

    Uma rádio comunitária instalou a antena no ponto \((2;\ -1)\) de um mapa da cidade, com as coordenadas em quilômetros. Num modelo simplificado, a antena alcança 5 km em todas as direções, e um bairro recebe o sinal quando o seu centro está dentro do alcance ou na borda. Os centros de cinco bairros estão nos pontos abaixo.

    Qual dos bairros fica fora do alcance da rádio?

    1. Bairro do Porto, em \((5;\ 3)\).
    2. Bairro Alto, em \((-1;\ 3)\).
    3. Vila Nova, em \((6;\ 1)\).
    4. Jardim das Flores, em \((-2;\ 2)\).
    5. Vila Rica, em \((-3;\ 2)\).
    Ver resolução
    Resposta: E.
    O alcance é o disco \((x - 2)^2 + (y + 1)^2 \le 25\). Para cada bairro, comparamos o lado esquerdo com 25.
    Porto: \(9 + 16 = 25\). Alto: \(9 + 16 = 25\). Vila Nova: \(16 + 4 = 20\). Jardim das Flores: \(16 + 9 = 25\). Vila Rica: \(25 + 9 = 34\).
    Só Vila Rica passa de 25, a \(\sqrt{34} \approx 5{,}83\ \text{km}\) da antena. Três bairros ficam exatamente na borda, e quem esquece o sinal do \(-1\) no centro, usando \((y - 1)^2\), erra a conta de quase todos.
    No modelo, o alcance é um disco perfeito. O de uma antena real depende do relevo e dos prédios, e a borda deixa de ser uma circunferência.
  5. Reta e circunferência · Passo 8

    Numa planta em metros, a borda de uma pista circular de patinação é a circunferência \(x^2 + y^2 = 100\). O projeto prevê uma faixa reta de segurança, pintada do lado de fora, que encosta na pista num único ponto e segue a reta \(y = -\dfrac{3}{4}x + n\), com \(n > 0\).

    Qual deve ser o valor de \(n\)?

    1. 6
    2. 8
    3. 10
    4. 12,5
    5. 15,6
    Ver resolução
    Resposta: D.
    A faixa é tangente à pista, e a distância do centro, a origem, até a reta é igual ao raio, 10. Na forma geral, \(3x + 4y - 4n = 0\), e a distância é \(\dfrac{|-4n|}{\sqrt{9 + 16}} = \dfrac{4n}{5}\).
    \(\dfrac{4n}{5} = 10\) dá \(n = 12{,}5\). Pela álgebra, \(x^2 + \left(-\dfrac{3}{4}x + n\right)^2 = 100\) tem \(\Delta = 0\) exatamente nesse valor.
    O 10 supõe que a reta corta o eixo \(y\) no ponto de tangência, o que só acontece com a reta horizontal. O 8 e o 6 multiplicam o raio por \(\dfrac{4}{5}\) e por \(\dfrac{3}{5}\) em vez de dividir, e o 15,6 multiplica o raio por \(1 + m^2\).

Questões reais do ENEM sobre este tema

As provas e os gabaritos oficiais ficam no site do INEP, onde podemos procurar cada questão pelo ano, pelo dia, pela cor do caderno e pelo número.

  • ENEM 2011, 2º dia, caderno azul, questão 150. Num bairro planejado no 2º quadrante, uma linha de metrô segue a reta \(y = x + 4\), um hospital fica em \((-5;\ 5)\), e a questão pede a estação prevista que fica a no máximo 5 km do hospital.
  • ENEM 2013, 2º dia, caderno azul, questão 151. Um professor descreve cinco conjuntos, entre eles a circunferência \(x^2 + y^2 = 9\), um trecho de parábola, dois quadrados e um ponto, e precisamos reconhecer a figura que os desenha corretamente numa malha.
  • ENEM 2013, 2º dia, caderno azul, questão 175. Uma torre de TV digital deve ficar equidistante de três antenas marcadas no plano cartesiano, e a questão pede as coordenadas da torre, o centro da circunferência que passa pelas três.
  • ENEM 2014, 2º dia, caderno azul, questão 148. A corda de um balanço mede 2 m, a origem fica no topo do suporte, e a trajetória do assento é parte do gráfico de uma das funções dadas, uma semicircunferência.
  • ENEM 2016, 2º dia, caderno azul, questão 166. Uma galeria de água vai de \(F(-1;\ 1)\) a \(B(1;\ -1)\) por um segmento de reta ou por uma semicircunferência, cada trajeto com um ritmo de obra, e a questão pede o menor tempo de construção.
  • ENEM 2018, 2º dia, caderno azul, questão 138. Num jogo, os pontos do plano são eliminados com "tiros" dados pela equação de uma reta ou de uma circunferência que passa pela origem, e precisamos achar a equação que rende mais pontos.
  • ENEM 2025, 2º dia, caderno azul, questão 153. Num jogo digital, o herói escapa de dois vilões andando sempre à mesma distância deles, e a questão pede a equação da reta dessa trajetória, a mediatriz do segmento entre os vilões.

Provas e gabaritos do ENEM no site do INEP →

Cola da aula

Distância entre A e B\(d = \sqrt{(\Delta x)^2 + (\Delta y)^2}\)
Distância pelas ruas\(|\Delta x| + |\Delta y|\)
Ponto médio M\(x_M = \dfrac{x_A + x_B}{2}\) e \(y_M = \dfrac{y_A + y_B}{2}\)
Ponto com \(AP = t \cdot AB\)\(P = A + t\,(B - A)\)
Baricentroa média dos três vértices, a 2/3 de cada mediana
Coeficiente angular\(m = \dfrac{\Delta y}{\Delta x} = \operatorname{tg}\theta\)
Reta por A com inclinação m\(y - y_A = m\,(x - x_A)\)
Equação reduzida e geral\(y = mx + n\) e \(ax + by + c = 0\)
Paralelas e perpendiculares\(m_r = m_s\) e \(m_r \cdot m_s = -1\)
Distância de ponto a reta\(\dfrac{|a x_P + b y_P + c|}{\sqrt{a^2 + b^2}}\)
Área do triângulo ABP\(\dfrac{|D|}{2}\), e \(D = 0\) com os pontos alinhados
Circunferência\((x - a)^2 + (y - b)^2 = r^2\)
Equação geral da circunferência\(x^2 + y^2 + Dx\) \(+\ Ey + F = 0\)
Centro e raio pela equação geral\(a = -\dfrac{D}{2}\), \(b = -\dfrac{E}{2}\) e \(r^2 = a^2 + b^2 - F\)
Ponto e circunferênciacompare \((x - a)^2 + (y - b)^2\) com \(r^2\)
Reta e circunferência
PosiçãoDistância do centroDiscriminantePontos comuns
secante\(d < r\)\(\Delta > 0\)dois
tangente\(d = r\)\(\Delta = 0\)um, com o raio perpendicular à reta
exterior\(d > r\)\(\Delta < 0\)nenhum